PARECE O ÍBIS
O Noroeste voltou a ser arrasado em seu próprio campo e continua segurando a lanterna do seu grupo na Copa Interior. O time do técnico Fernando - que por sinal não pode fazer milagre - até que começou bem a partida de ontem, abrindo o placar, mas acabou sendo presa fácil para o Rio Preto. Apanhar de 5 a 1 em casa para Inter de Bebedouro e Rio Preto, em outras épocas - ou circunstâncias - seria o fim do mundo, uma grande vergonha, mas atualmente, por incrível que pareça, é normal. Em alguns momentos o Norusca lembra o Íbis, que só perde. Mas para o consolo dos noroestinos, essa fase que o Noroeste atravessa é passageirA. Um forte e longo pesadelo, mas que vai acabar nos próximos dias. E nessa aventura do Norusca até aqui na Copa Interior, podemos tirar proveito de um lance que venho falando há muito tempo: amador é uma coisa e profissional é outra. Só emplacam em times de cima garotos das categorias de base, porque vivem num regime profissional. Os laterais Cris e Jorginho Jaraguá são exemplos do que estou dizendo. Ah, Íbis, nome de um pássaro do sertão nordestino, é um clube pequeno do Recife, que ao longo de toda a sua existência venceu no máximo, três ou quatro jogos.
JUSTIÇA
O Santos vencia por 1 a 0, mas tomou um gol de falta no finzinho. Que pena. Mas o placar na Vila acabou sendo justo, porque a bola entrou mesmo, no chute do palmeirense. Empate também no outro clássico. E também justiça. O Corinthians saiu na frente, o São Paulo virou para 2 a 1, mas levou o segundo gol. Um pontinho para cada um. Melhor para o Timão que assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro.
LEI DO SILÊNCIO
Romário continua sem falar com a imprensa. O Baixinho decretou a lei do silêncio logo após a humilhante derrota de 6 a 0 do Fluminense para o São Paulo, há duas semanas. Sábado passado, na vitória do Flu sobre o Guarani, no Maracanã, Romário, que completou 900 jogos na carreira, teve uma má atuação, chegando inclusive a desperdiçar um pênalti. Após a partida, o jogador permaneceu de boca fechada.
ALFINETADA
Diego Maradona, que está em Roma, fez severas críticas aos patrocinadores de futebol, em especial à empresa de material esportivo Nike. O ex-craque argentino levou a suspeita de que esta empresa possa acabar tendo influência em fatores importantes do futebol. “Ninguém sabe dizer o porquê de nunca aparecer o nome de um jogador patrocinado pela Nike nos exames antidoping†- questionou Maradona.
RACISMO
Thierry Henry, atacante francês do inglês Arsenal, disse que sairá do gramado no meio da partida se for ofendido outra vez pela torcida por insultos racistas. Quarta-feira passada, em um jogo da Liga dos Campeões da Europa, contra o PSV Eindhoven, Henry, de raça negra, foi agredido pelos torcedores holandeses, que lançaram esqueiros, moedas e pedras contra o jogador internacional. E, além disso, quando foi cobrar um escanteio foi vaiado e insultado pela galera com frases racistas.
VOANDO BAIXO
Ao vencer o Grande Prêmio dos Estados Unidos, Rubens Barrichelo assegurou o vice-campeonato do Mundial de Fórmula 1 deste ano. O piloto brasileiro da Ferrari superou nos metros finais das 73 voltas seu companheiro de equipe, Michael Schumacher, que com o pentacampeonato nas mãos, deu-lhe de presente a vitória de ontem em Indianápolis. O piloto alemão dominou a corrida o tempo todo, desde a largada, mas quando estava perto da linha de chegada, tirou o pé do acelerador e deixou o brasileiro passar. Rubinho terminou a 0.011 segundos à frente de Schumacher, que não fez nada além de devolver o favor a seu companheiro, quando em 12 de maio, no GP da Áustria, Barrichello deu-lhe a vitória para que assegurasse o campeonato, cinco provas antes do final do Mundial. A vitória no GP dos EUA consolidou o domínio da Ferrari na atual temporada deste ano, já que Schumacher e Barrichello venceram 14 das 16 corridas disputadas até agora.
“HOMENAGEMâ€
O Corinthians resolveu “homenagear†o rival ontem à tarde. Em protesto pela ida de Ricardinho para o São Paulo, a Gaviões da Fiel distribuiu 25 mil cédulas com o rosto do meia impresso. No verso, a inscrição: “Quando o dinheiro compra a éticaâ€.
MEMÓRIA
Copa do Mundo de 1994: Brasil 3 x Holanda 2, pelas quartas-de-final, em Dallas, Estados Unidos. Romário, Bebeto e Branco marcaram para a nossa Seleção, enquanto Bergkamp e Winter descontaram. Árbitro: Rodrigo Badilla (Costa Rica). Brasil: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos e Branco (Cafu); Dunga, Mauro Silva, Mazinho (Raí) e Zinho; Bebeto e Romário. Técnico: Carlos A. Parreira. Holanda: DeGoej; Winter, Ronald Koeman, Jonk e Valckx; Wouters, Rijkaard (Ronald De Boer), Witschge e Van Vossen (Roy); Owermaars e Bergkamp. Técnico: Dick Advocaat.