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Estacionar na Getúlio pode ser proibido

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul, comerciantes e polícias estão discutindo a melhor alternativa para solucionar os problemas de vandalismo que ocorrem todos os finais de semana na avenida Getúlio Vargas, como o Jornal da Cidade mostrou na semana passada. Dentre as opções, eles estudam a possibilidade de proibir o estacionamento das 18h às 6h na via.

A alternativa, usada na cidade de Presidente Prudente, onde os atos de vandalismo ocorriam em uma determinada avenida, coibiriam a aglomeração de veículos, conta o capitão PM Benedito Roberto Meira, comandante da 1.ª Cia. “Foi uma idéia que surgiu e estamos estudando”, diz.

Meira acha que antes de adotar a idéia é preciso estudá-la, caso contrário, poderá causar outros problemas. “Não podemos empurrar o problema para outro lugar. Temos que analisar se proibindo o estacionamento na avenida não vamos acarretar aglomeração nas ruas transversais”, pondera.

O capitão entende que os atos de vandalismo, o abuso na altura do som, lixo jogado na rua e outros problemas poderiam ser resolvidos se as vítimas denunciassem. “Todo mundo reclama, mas ninguém quer formalizar a queixa. Não é necessário comparecer, mas se identificar no telefone”, frisa.

Sem vítima, de acordo com ele, não há crime. “Não podemos deter ninguém se não há vítima”, explica. Ele lembra que há várias saídas jurídicas para evitar problemas, mas a sociedade precisa se mobilizar.

Exemplificando, ele diz que no caso das casas abandonadas que servem de abrigo para desocupados, os vizinhos, conjuntamente, podem ajuizar uma ação de uso nocivo da propriedade. “O juiz pode determinar que o dono da casa tome as providências ou ele pode determinar a demolição”, afirma.

Problemas

Os comerciantes da Getúlio Vargas não querem falar com a imprensa afirmando que temem represália. Mas o presidente do Conseg Centro/Sul, Primo Mangialardo, conta que nas madrugadas dos finais de semana ocorrem verdadeiros arrastões. “Eles (a população que reúne-se na via) descem a avenida para pegar o corujão no centro da cidade e por onde passam quebram grades e fazem estragos”, afirma.

Eles não deixariam seus bairros para se reunir na avenida se o ‘footing’ não fosse ali, acreditam os comerciantes. “Se não tivesse onde estacionar, o pessoal não se concentraria para exibir o som e nem para conversar”, diz.

As reuniões para discutir o assunto devem continuar até que os envolvidos cheguem a uma conclusão, de acordo com Mangialardo. “Precisamos saber se essa medida não é inconstitucional, e se a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) pode proibir o estacionamento”, ressalta.

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