Certamente, não se pode conceber que pela circunstância de ser feminina a maior parte das populações se tenha de aceitar a afirmativa de que “o mundo é das mulheres†e não se discute... Mas, não é bem assim a razão da apregoada assertiva. Há, perceptivelmente, outros motivos para tudo. O mundo é das mulheres porque fazem elas, ou podem fazer quando querem, coisas que os homens não conseguem desenvolver ainda que queiram e estejam dispostos a empreender para tanto esforços inauditos. Não conseguem e não podem mesmo! Podem as Evas, por exemplo, serem presidente da República, governadora de Estado, ministra, secretária, advogada, médica, dentista, farmacêutica, contadora, professora, empresária, segurança e outras funções realizadas por varões. No entanto, há coisas que estes não logram efetuar e que elas o conseguem privativamente. Uma: amamentar crianças, tarefa que é furtada aos tais por não possuírem o essencial, ou seja, tipos e tamanhos de peitos que só elas têm. Outra: não contarem no torax, ainda que avantajado, o imprescindível “depósito†de leite que maternalmente só elas contam vitoriosamente...
Então, há algumas diferenças separando a validade dos dois sexos e que confirmam a convicção de que as doninhas dos lares, das ruas e demais lugares são, realmente, as donas absolutas do grande universo. E, agora, ao menos no Brasil inventivo, está se acrescentando outra que condiciona as meninas a mais se avantajarem aos garotos em geral. Está o Ministério da Aeronáutica ganhando a autoria do novo avanço feminino, abrindo as portas para o ingresso das mulheres na função de piloto de avião de manobras e de guerra. Vai ser realizado concurso para o fim e já no início de 2003 teremos por aí aviões militares dirigidos por rostos maquilados, diferentes, fundamentalmente bonitos, de sobrancelhas retocadas a pincel e lábios ressaltados por batons. Se há aeronaves civis dirigidas por Evas, agora vamos ter os possantes aparelhos militares comandados pelas mesmas.
Reconhece-se tratar-se de novo investimento dos homens na capacidade indiscutível das mulheres, que, certamente, dará resultados positivos. As aeromoças que se cuidem porque a competição deverá ser pra valer, pois os passageiros, especialmente homens, vão gostar desabridamente e passarão a visitar as cabinas como até agora não se acostumaram. E quando das guerras como serão as coisas? Há quem pague para ver! É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado).