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Sorri passa a oferecer reabilitação física

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Completando 26 anos, a Sociedade de Reabilitação e Reintegração do Incapacitado (Sorri) de Bauru ampliou o seu leque de serviços. Através de um convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), a entidade está atuando na reabilitação física de portadores de deficiências que precisam de próteses, botas ortopédicas, cadeiras de rodas e muletas, entre outros aparelhos.

Após diagnóstico médico e de posse do receituário, o paciente é encaminhado à Sorri pelo SUS, que paga a entidade pelo serviço prestado. A aquisição da prótese ou do aparelho fica por conta da entidade, que também é responsável por implantá-la no paciente, explica Maria Elisabete Nardi, administradora geral da Sorri.

A vantagem da nova sistemática de atendimento é que a entidade também faz o acompanhamento e avaliação do paciente, afirma Maria Elisabete. Antes de firmar convênio com entidades visando a reabilitação física, os deficientes recebiam próteses e demais aparelhos nas próprias unidades de saúde.

“O diferencial dessa parceria é o acompanhamento do paciente até ele adaptar-se totalmente à prótese ou aparelho. Para isso contamos com uma equipe multidisciplinar com médico, fisioterapeuta, psicólogo e assistente social”, frisa Maria Elisabete.

A Sorri já tem cadastrados 130 pacientes de Bauru e mais 40 municípios da região, da área da Direção Regional de Saúde (DIR-10). “Estamos atendendo uma demanda reprimida da DIR-10. Estamos fazendo um mutirão para atender 130 usuários até dezembro”, afirma.

Como a maioria dos aparelhos e das próteses é cara, a demanda é alta. Há próteses que custam quase R$ 5 mil. Maria Elisabete ressalta que a Sorri oferece aos pacientes lanches e até refeições se precisarem, apesar de o SUS reembolsar apenas pelos serviços prestados e aparelhos adquiridos.

Robson Roberto Ferraz, 19 anos, é um dos pacientes da reabilitação física da Sorri. Vítima de paralisia cerebral, ele precisa de bota ortopédica e muletas para andar. “Espero que a bota nova chegue até o final do ano. Essa que estou usando já está gasta e precisou ir para o sapateiro”, conta mostrando o desgaste do calçado especial.

O rapaz, que também está freqüentando o programa de reabilitação profissional da entidade, conta que sua família pagou com dificuldades a bota que está usando atualmente. “Esse par de botas custou R$ 300,00. Minha família pagou, mas teve que tirar de outra área que precisava também”, diz.

Esperando também conseguir um emprego através da Sorri, Robson explica que é muito importante o acompanhamento de um fisioterapeuta após o recebimento da bota ortopédica. â€œÉ a fisioterapia que ajuda na adaptação. No meu caso, a andar o mais normal possível”, afirma.

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Programas da entidade

A Sorri desenvolve vários programas de atendimento ao portador de deficiência. A reabilitação profissional, que tem por objetivo preparar e encaminhar o usuário para o mercado de trabalho, é uma das mais procuradas.

Para isso, a entidade mantém cursos nos quais os usuários têm a oportunidade de vivenciar situações do dia-a-dia no trabalho e desenvolver competências para futuramente ingressar em uma atividade. Também oferece cursos de identificação da função ocupacional, meios de renda e de auxiliar geral de produção.

A entidade oferece educação de jovens e adultos e também desenvolve atividades nas áreas de cultura e artesanato. Para complementar, a Sorri atua em programas comunitários, em ações para que a sociedade compreenda melhor a deficiência.

A Sorri também faz pesquisas que culminaram no desenvolvimento do estesiômetro, um kit para testes de sensibilidade cutânea.

O aparelho ajuda na prevenção e tratamento de lesões e deformidades da pele. Neste ano a entidade firmou convênio com a Secretaria Municipal de Saúde para participar do programa de saúde da família e agentes comunitários.

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