Esportes

Paulista de basquete começa hoje com 16 equipes

Por Da Redação | Com Agência Folha
| Tempo de leitura: 3 min

Inflacionado em relação ao ano passado pela presença de mais uma equipe, começa hoje o Paulista masculino com 16 clubes lutando pelo título. Ribeirão Preto/COC, atual campeão, e São Caetano fazem o jogo de abertura da competição, às 20h30, em Ribeirão Preto.

A edição deste ano é a que reúne mais competidores desde 1999, que contou com o mesmo número de times e foi muito criticada. Três anos depois, a fórmula de disputa prevê uma primeira fase com confrontos entre todos os clubes em turno e returno. Com isso, os times chegarão aos mata-matas, em dezembro, tendo disputado 30 partidas - média de um jogo a cada 2,4 dias.

“Acredito que é um número excessivo de partidas. Não sou contra termos 16 clubes, mas poderíamos fazer dois grupos de oito”, sugere Guerrinha, técnico do Bauru, atual campeão nacional.

O Paulista voltou a um patamar que havia desagradado até o atual presidente da Federação Paulista de Basquete (FPB), Toni Chakmati. Quando eleito, em 2000, o dirigente condenou o excesso de times do torneio do ano anterior. Mudou de opinião. “As empresas estão voltando ao basquete. Não posso me negar a dar espaço a times com patrocínio de empresas como a Telesp”, disse Chakmati, referindo-se ao Espéria.

Para Carlos Alberto Rodrigues, o Carlão, técnico do Mogi, o excesso de jogos deve aumentar o número de atletas contundidos. “Todos os times vão ter problemas com jogadores machucados. Quem chegar aos mata-matas com menos desfalques terá grande chance de ser campeão”, disse Carlão, preocupado com as poucas opções que teria caso perdesse jogadores por causa de lesões.

“Sem o Fúlvio e o Gastão, por exemplo, meu time perderia uma perna”, comparou o treinador mogiano.

As críticas, porém, não são unânimes. "Para nós, que estamos com uma equipe em formação, quanto mais jogos fizermos no torneio, melhor", disse Wagner Stefani, técnico do Espéria.

Alheio às reclamações, o presidente da FPB diz que não é possível agradar a todos. “Quando os times jogam pouco, os técnicos têm medo de perder o emprego. Quando jogam muito, eles também criticam”, disse Chakmati.

O Bauru Basquete estréia amanhã, no ginásio Panela de Pressão, às 20h, contra o Corinthians/Santo André. Amanhã, o Jornal da Cidade publica matéria completa a respeito da participação bauruense no Paulista.

AUniara, atual vice-campeã, é uma das maiores candidatas ao título. Campeã dos Jogos Abertos do Interior, a Uniara conta para o Paulista com o reforço do pivô Rodrigo Bahia, ex-COC. Além disso manteve o pivô Pipoka, o armador Arnaldinho e os alas Márcio e Rodrigo. No banco, a volta do treinador Tonzé, recuperado de uma cirurgia para extrair um câncer no reto, é a maior novidade.

O time de Ribeirão Preto também é candidato ao título, apesar de ter passado por uma frande renovação depois de perder jogadores como Rodrigo Bahia, Jefferson e Guilherme. Por outro lado, o COC tem as voltas do armador Eric e do pivô Thiagão, que estavam no Minas TC. Os alas Renato e Alex, além do armador Nezinho foram mantidos. O técnico, mais uma vez, é o experiente Lula Ferreira.

Além de COC e Uniara, finalistas do ano passado, podem se candidatar ao título, equipes como Franca, pela tradição e que conta com as voltas do ala Chuí e o Mogi, que desta vez não investiu como em outras temporadas, mas fez contratações importantes como o armador Fúlvio, ex-Franca, e o ala/armador Dedé, ex-Flamengo.

A Unisanta também espera fazer boa campanha e vem com um time bastante experiente. Seis jogadores estão na casa dos 30 anos: Os pivôs Mãozão, Rogério, Helminski e Betão; o ala Isaías e o armador Álvaro Reis.

O Paulista deste ano marca o retorno do Espéria - que tem cinco títulos e estava afastado da competição há 37 anos -, e do Paulistano, fora há três anos. O estreante é o Limeira, campeão da Série A2 de 2001. Por outro lado, o São José volta à segunda divisão e o Corinthians se aliou ao Santo André pra formar um só time.

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