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Senai doa kit de construção à Febem

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Com o objetivo de garantir a qualificação profissional dos internos da Fundação para o Bem-Estar Social do Menor (Febem), a diretoria da entidade firmou um convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que resultou na doação de cinco kits didáticos de construção civil.

A iniciativa vai permitir que os menores se tornem gestores de seu próprio negócio, quando deixarem a unidade. Para isso, vão contar com um conjunto de ferramentas para aprenderem o ofício de pedreiro, carpinteiro telhadista, eletricista predial, encanador e pintor residencial.

Segundo o diretor das unidades do Senai de Bauru, Jaú e Lençóis Paulista, Reinaldo Teixeira Munhoz, que entregou o material anteontem, nas dependências da escola, a idéia da parceria é a de garantir a mobilidade das ações de formação profissional por intermédio do Programa de Ações Móveis (Pam), desenvolvido pela entidade. “Queremos que a escola vá até o aluno”, explica.

Para que o projeto seja viabilizado, dois instrutores da Febem serão capacitados pelo Senai até o final deste mês e, em novembro, iniciam o trabalho junto aos menores. “No mercado, o material disponibilizado vale cerca de R$ 50 mil. Conseguimos os equipamentos por R$ 25 mil, a preço de custo, pois foram desenvolvidos pela unidade do Senai de Lençóis Paulista”, informa Munhoz.

Satisfeita com a parceria, a diretora da Febem, Edinéa Sita Cucci, em seu discurso, comentou que desde quando assumiu a unidade local da Febem tinha como meta instituir cursos profissionalizantes e, nesta busca, se apaixonou pelo projeto do Senai.

Através desta parceria, que começou a ser construída em março, os 72 adolescentes atendidos na Febem poderão deixar a instituição com formação e profissionalização.

Edinéa não concedeu entrevista ao jornal porque é impedida pela Febem, em São Paulo, de manter contato direto com a imprensa.

A parceria também é resultado do empenho do juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintiguer. Segundo ele, 99% dos processos infracionais envolvem menores sem escolaridade e profissão.

“Por essa razão, baixei um procedimento para pesquisarmos no mercado a existência de opções de profissionalização e, entre todos os serviços, consideramos o do Senai o mais adequado”, esclarece.

Para ele, é inegável que o menor, ao deixar a unidade, vai sofrer dificuldade para se colocar no mercado de trabalho. Por essa razão, o projeto de capacitação é ideal.

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