Polícia

Para general, só a educação evitará insegurança no País

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 2 min

As eleições do próximo final de semana são, para o general de Brigada Mário de Oliveira Seixas, de Campinas, uma esperança de recriação do estado de segurança no País e em São Paulo.

Para ele, quando há ênfase em segurança, as atividades de defesa tornam-se secundárias. Quando são destinados maciços recursos para educar, não há necessidade de reprimir delitos.

“Não falo da educação que permite a inserção no mercado de trabalho. Essa é a educação da sobrevivência. Eu me refiro à educação para a cidadania, que compromete o cidadão como integrante de uma comunidade”, expõe Seixas.

Nesse sentido, o general destaca a importância da escolha dos futuros governantes. “A minha expectativa é que quem quer que venha a ser o responsável no futuro pela condução dos destinos do Estado de São Paulo e da nação brasileira tenha consciência e competência de como deva atuar para restabelecer o estado de segurança”, reforça.

Na opinião do general, os fatos relacionados à violência temida pela população do Rio de Janeiro, divulgados pela imprensa nos últimos dias, refletem a insegurança da comunidade.

“O que nós assistimos no Rio ontem (anteontem) foi uma manifestação clara do sentimento de insegurança da população. Como ela se sente insegura, ela começa a tentar se proteger”, afirma.

Seixas destaca que a distorção do comportamento social é conseqüência de circunstâncias anteriores. “A ação policial se dá no final de um processo. A polícia não pode atuar nos fatores que evitariam o delito. Ela só pode tentar impedir que ela aconteça e depois trabalhar no sentido de que o delituoso de alguma forma pague pelo delito que cometeu”, expõe o general.

Ele esteve em Lins anteontem, visitando um quartel do Exército. Ontem, esteve em Bauru para uma visita de rotina no Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4).

“Nós temos o hábito de sempre que podemos fazer visitas às instituições da Polícia Militar com o objetivo de estreitar os nossos laços de relacionamento, uma vez que em algumas circunstâncias poderemos ter que trabalhar unidos. É preciso que nos conheçamos o máximo possível”, salienta.

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