O candidato bauruense do PSB ao governo do Estado, Carlos Roberto Pittoli, encerra sua campanha depois de rodar 23 mil quilômetros pelo Interior paulista. O socialista visitou mais de 300 municípios do Estado, de um total de 645.
“Isso me fez ver um Estado bastante diferenciado. Vi regiões de muita pobreza, como o Vale do Ribeira, e vi muita fartura e potencialidadeâ€, relata.
Indicado de última hora para assumir a candidatura do PSB a governador - depois da desistência de Jacó Bittar -, Pittoli diz que não se arrependeu de assumir a missão.
“Estou muito cansado, cinco quilos mais magro e, nesses 45 dias, dormi três vezes na minha casaâ€, conta.
O socialista prefere não fazer previsões e diz que é impossível calcular qual será sua votação no próximo domingo.
“Há um número de eleitores indecisos muito grande. Eu acredito que 25% do eleitorado ainda não sabe em quem vai votar para governadorâ€, explica.
O candidato avalia que está em curso uma alteração no comportamento do eleitorado. “Acredito que as forças estão interagindo. Movimentos organizados de diversos tipos estão tomando posições diferentes daquelas tomadas há 30 diasâ€, analisa.
Segundo turno
Pittoli está confiante de que o candidato de seu partido à Presidência da República, Anthony Garotinho (PSB) vai disputar o segundo turno das eleições junto com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele acha que Garotinho vence o petista.
“Se o poder busca forçar Ciro Gomes a retirar a candidatura a favor de Lula, por outro lado existem componentes que indicam que parte dos simpatizantes do PT estão migrando para Garotinhoâ€, avalia.
O candidato afirma que Garotinho já estava empatado tecnicamente com José Serra (PSDB) nas pesquisas eleitorais há mais de duas semanas. “Hoje, seguramente, ele já passou o Serra.â€
O socialista diz que a eleição no segundo turno forma uma outra conjectura, na qual Lula não deverá se beneficiar eleitoralmente.
“Falo isso como quem faz política há muito tempo. Tenho 56 anos de idade e milito desde os 18 anos. Eu já sinto cheiro de mudançaâ€, garante.
Pittoli explica que sua constatação está embasada na mudança de comportamento de Lula, que, na sua análise, passa a ser encarado como o continuísmo do governo tucano.
“O ex-senador Antonio Carlos Magalhães já declarou publicamente que vai apoiar o Lula. O mesmo aconteceu com o ex-presidente Fernando Collor. Quando essas forças reacionárias declinam seus votos é porque o partido aceita. O PT, hoje, é a continuidade do neoliberalismoâ€, opina.
O socialista informa que as igrejas evangélicas estão recebendo uma fita de vídeo com uma entrevista do candidato petista à Presidência da República, onde é revelado posições que incomodam os religiosos.
“O Lula adota posições que contrariam o grupo evangélico. Isso vai representar uma posição desconfortável para ele. Há provas contundentes do comportamento do PT e de seu candidato ao longo dos últimos anos.â€