O endividamento brasileiro (creio que no pensamento da maior parte da população brasileira), possui conhecimento histórico quanto à descoberta do país, sob certas circunstâncias e acontecimentos. Retrocedendo à história, o descobrimento do Brasil teria ocorrido quando em viagem à Índia (através da rota recém descoberta por Vasco da Gama), sob o comando de Pedro Alvares Cabral e caravelas ao mar, que segundo a história teriam sido desviadas por fortes ventos, que as trouxeram a estas paragens. Aportam à costa desconhecida, que em seguida recebeu o nome de Porto Seguro. E que a curto prazo, mostrou tratar-se de um suposto continente, povoado apenas por indígenas. Mais tarde, as terras receberam o nome de Brasil; pelo fato de aqui haverem encontrado grande quantidade da madeira “pau brasilâ€.
Quanto aos custos ou despesas da possível atuação de alguma administração, mas (segundo histórias), levando o possível entre ouro e pedras preciosas, Portugal se apossara das terras sem qualquer nota oficial. Transformando-se na mãe pátria, do que viria a ser chamado de Brasil (sem saber quanto às mesmas), possivelmente chegaram a ser exigidas. Ao contrário, se sabe que em 1501 Américo Vespúcio viera “à costa brasileira em missão exploratóriaâ€. E que após 50 anos, em “1549, o português Tomé de Souza “foi nomeado governador Geral do Brasilâ€, e que (em 1553), fora substituído por “Duarte da Costaâ€, nomeado no mesmo cargo. Após um salto de 110 anos de invasões, piratarias e pilhagens, instalações e expulsões; em 1614 os franceses da França Equinocial, em confronto com o Exército luso-brasileiro, além dos holandeses dominando Salvador (1624), capitularam ante os espanhóis. Em 1661 a Holanda, contudo, recebera do Brasil “4 milhões de cruzados de indenização de Portugalâ€, e deixando o Brasil.
Em 1808 (segundo a história), fugindo das devassas de “Napoleón Bonaparte†(já em seus calcanhares), “a família real portuguesa chega ao Brasilâ€. Nesse ano, “Dom João 6º assina decreto abrindo os portos do Brasil às nações amigas e funda o Banco do Brasilâ€, que teria agilizado a afirmativa do Brasil como país português.
Em 1825 “Dom Pedro I paga 600 mil libras à Corte portuguesa e assume a dívida de 1,4 milhão de libras com a Inglaterra; para que Portugal reconheça o Império do Brasilâ€. Em 1831, o empréstimo liberado por Dom Pedro I à Inglaterra, e que criara certa desestabilização econômica no país, teria provocado a abdicação de Dom Pedro I, que nomeou seu filho príncipe regente, gerando a “Regência Trina Provisória†pelo fato do príncipe ser menor de idade.
Em 1889 no Rio de Janeiro, o Marechal Deodoro se torna o primeiro presidente do Brasil ao proclamar a república. Dom Pedro II foi deposto, buscou exílio com a família na Europa. Assim cessou o mando português no Brasil; devassado na economia. Na seqüência, em “1891 o país mergulha no caos econômicoâ€; Rui Barbosa demiti-se do curto mandato.
Nesta síntese podemos concluir que o endividamento brasileiro não é somente de hoje. Entretanto, não negamos que vivemos (modernamente), talvez o pior dos nossos destinos econômicos (quem sabe se profundos resquícios dos maus exemplos herdados da madrasta mãe pátria, cuja descoberta e administração do Brasil teria custado muito mais do que sempre se pensou, jamais avaliado no país. Fico por aqui. (O autor, José Almodova, é professor/mestre em Projeto, Arte e Sociedade pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas na coluna. E-mail: almodova@ig.com.br)