Economia & Negócios

Economia & Negócios

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Hóspedes

A rede admistradora de hotéis Blue Tree confirma o grande interesse por Bauru, mas nega que haja algum parceiro em vista - a empresa ainda estaria recolhendo informações e números para só então procurar construtoras e incorporadoras interessadas. Dados sobre número de empresas, a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos e mesmo o número de vôos em Bauru serão avaliados.

• Hospedeiro

Em contrapartida, para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Roberto Rufino, a “sede” do empreendimento já está acertada. O hotel deverá ser erguido em uma área nas proximidades da Universidade do Sagrado Coração (USC), às margens da rodovia Marechal Rondon. O local pertence a um empresário da cidade.

• Concorrência

A chegada de um empreendimento do gênero Blue Tree pode desestabilizar o setor hoteleiro de Bauru. Isso porque empresas desse tipo costumam ter “know-how” e conhecimento técnico do que há de mais avançado no segmento em todo o mundo. Se a intenção da empresa se concretizar, os hoteleiros da cidade devem estar preparados para enfrentar concorrência pesada. Ganha o consumidor.

• Álcool

A opção do álcool como combustível vem se fortalecendo cada vez mais, e não somente no que se refere a automóveis. Conforme publicado ontem na editoria Regional do Jornal da Cidade, a empresa Neiva, de Botucatu, subsidiária da Embraer, vai testar no próximo dia 10 o uso de álcool no avião Ipanema. Produzido pela empresa, a aeronave é fabricada para utilização na agricultura. Atualmente, o combustível utilizado é o avigás (gasolina específica para aviões).

• No avião

O investimento da Neiva no projeto chegaria a US$ 300 mil. O projeto será encaminhado ao Centro Técnico Aeroespacial (CTA) de São José dos Campos para ser homologado. A Neiva prevê que as adaptações feitas na aeronave devem fazer com que ele se torne uma opção mais acessível aos agricultores. Segundo a Embraer, um dos principais objetivos do projeto é baratear o custo de uso do avião.

• Preferência

E confirmando a preferência pelo combustível, dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que a venda de carros a álcool em 2002 deve ser a maior em sete anos. Segundo a Anfavea, a fatia dos carros a álcool deve ser de 3,5% do total neste ano, contra os 3% de participação em 1995.

• Em alta

Em termos absolutos, se considerada a comercialização total de 1,5 milhão de carros neste ano no País, significaria que cerca de 52 mil unidades seriam com motor a álcool. Em 2001, a parcela no mercado foi de 1,3%. Especificamente no mês de setembro deste ano, as vendas de veículos a álcool no mercado brasileiro cresceram 26,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

• Produção

A produção de veículos automotores cresceu 9,3% em setembro na comparação com agosto e apresentou avanço de 7,5% sobre o mesmo mês de 2001. Os dados também foram divulgados pela Anfavea. No mês passado, as montadoras brasileiras produziram 150.389 veículos. Em agosto, a produção havia atingido 137.541 veículos e, em setembro de 2001, foi de 139.950 unidades.

• Saldo

O saldo comercial do setor eletroeletrônico de consumo registrou queda de 28,02% de janeiro a agosto. Mesmo assim, acumula saldo positivo de US$ 183,98 milhões no período, segundo levantamento da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). Embora as exportações tenham recuado 25,78% nos oito primeiros meses do ano, as importações também registraram queda de 20,04%, garantindo o saldo positivo.

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