Com a decretação da lei seca a partir das 7h de hoje, em razão das eleições, os amantes da cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica tiveram que se programar e garantir o estoque para não ficar sem a bebida durante todo o dia de hoje, que promete ser quente, nos dois sentidos da palavra.
Ficar sem a famosa “loira gelada†das primeiras horas do dia até o início da noite, às 19h, pode não representar muito esforço para a maioria das pessoas. Mas existe um público fiel e sedento que não admite passar um domingo inteiro, ainda mais com alta temperatura, sem tomar uma cervejinha.
Para esses, a única alternativa foi encher a geladeira e garantir o consumo da manhã e tarde de hoje. Para os donos de supermercados, apesar da proibição do consumo de bebidas alcoólicas em bares e outros estabelecimentos comerciais, hoje, a procura pelo produto não registrou grande aumento nos últimos dias.
De acordo com Sebastião da Silva, gerente de um supermercado na zona sul de Bauru, as vendas de cerveja estavam indo bem, mas não seria exatamente um reflexo provocado pela lei seca, mas pelo aumento da temperatura.
A reposição do produto, segundo ele, estava normal na tarde de ontem.
A mesma informação foi passada por Alexandre Bernardino Fernandes Júnior, gerente de um supermercado localizado no Centro da cidade.
Segundo ele, apesar do bom movimento registrado ontem à tarde, a venda de cerveja continuou na média de outros fins de semana.
No entanto, numa rápida visita aos supermercados o JC constatou consumidores enchendo os carrinhos de compra com fardos de cerveja ou mesmo com algumas “latinhasâ€.
A estudante de direito, Joselaine Cristina Bueno, 22 anos, por exemplo, foi flagrada pela reportagem colocando um fardo de cerveja dentro do carrinho de compras.
Segundo ela, a bebida era para o pai. “Se eu beber meio copo já fico zonzaâ€, comentou a futura advogada.
Joselaine apóia a medida do governo, que proíbe o consumo de álcool durante a eleição. Na opinião dela, isso evita tumulto em mesa de bar, onde discussão sobre política e futebol sempre acaba em briga.
No entanto, ela discorda do horário estabelecido pela Secretaria de Segurança Pública. A estudante acredita que o mais apropriado seria proibir o consumo de álcool a partir da meia-noite, como era feito anteriormente.
A trabalhadora autônoma Miriam Elaine Caniati, 40 anos, concorda com Joselaine. Na opinião dela, proibir o consumo somente a partir das 7h não evita que os mais sedentos compareçam bêbados às seções eleitorais.
Ela também carregava para casa algumas latinhas de cerveja, para garantir um domingo mais alegre para o marido.
Por determinação da Secretaria de Segurança Pública, fica proibida a venda a varejo e o consumo de bebidas alcoólicas em lugares públicos, das 7h às 19h de hoje. A lei seca será reeditada, caso haja 2.º turno nas eleições deste ano.