Bairros

Depredação condena espaços de lazer

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Os parques públicos infantis e as quadras poliesportivas da Prefeitura, além de não serem suficientes para atender à população da cidade, ainda apresentam em péssimo estado de conservação, em muitos casos. Brinquedos quebrados, piso destruído, falta de materiais esportivos são apenas alguns dos itens constatados pela reportagem do JC nos Bairros nesses equipamentos de lazer do município.

O secretário municipal de Esporte e Lazer, José Roberto Franco, o Sapé, alega que a prefeitura bem que tenta deixar as quadras em ordem, mas não tem o respaldo da população. “As pessoas não tomam conta do patrimônio público. Elas destroem as coisas que são para o seu próprio uso”, diz.

Já o diretor do departamento de Zôobotânica da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Kazumi Kobayashi, que responde interinamente pela pasta, justifica que os reparos nos parques infantis estão sendo feitos, mas a passos lentos. â€œÉ complicado fazer esse tipo de manutenção. A gente precisa de verba”, salienta.

De acordo com ele, esse tipo de equipamento de lazer é insuficiente para atender toda a demanda do município. No entanto, Kobayashi lembra que falta colaboração dos usuários. “O número de parques infantis na cidade já foi bem maior. Mas os vândalos foram destruindo os brinquedos aos poucos e o local acabou ficando abandonado”, destaca.

Por outro lado, a população acredita que o Poder Público não está dando atenção suficiente para essas áreas de lazer. “Os políticos deviam cuidar mais dos nossos parques”, diz o estudante Rafael Buzo Crepaldi, 12 anos, que costuma freqüentar o parque infantil do Vitória Régia. Ele aponta os brinquedos que estão com defeito e lembra que já viu uma colega se machucar no parque. “Ela estava no balanço e a corrente arrebentou. A menina voou longe e caiu de cabeça. Ela chorou bastante”, conta.

Para solucionar esse problema, Kobayashi acredita que o ideal seria delegar à população os cuidados com o espaço público. “Se alguém da comunidade se propor a tomar conta do local, fica mais fácil manter tudo em ordem”, salienta.

No Núcleo Geisel, foi feita uma experiência positiva nesse sentido. Algumas pessoas do bairro resolveram se unir para cuidar do Bosque Comunitário. Fizeram uma parceria com a prefeitura e receberam o material para cuidar do local.

Com isso, além da limpeza, o parque infantil que há no local teve seus brinquedos consertados e está em ordem. No entanto, a iniciativa acabou sendo paralisada. “As pessoas do bairro não entenderam o nosso trabalho e passaram a nos cobrar. Como era uma atividade voluntária, não podíamos atender a essas expectativas”, diz Nelson Duran, que fazia parte da equipe voluntária.

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