Um defeito na urna eletrônica da 22.ª seção da 300.ª Zona Eleitoral provocou atraso de mais de três horas no processo de votação. A seção estava instalada na escola estadual Iracema de Castro Amarante, no Jardim Gérson França.
Segundo o presidente da seção, Carlos Diego Vido, o equipamento começou a apresentar problemas por volta das 9h. Ele comunicou o fato com o cartório, que enviou um técnico para vistoriar a máquina.
O equipamento passou por um processo de limpeza e voltou a funcionar normalmente. Mas no início da tarde, voltou novamente a dar problemas. Desta vez, o cartório decidiu substituir a urna por uma outra.
Os eleitores já na fila não tiveram outra opção se não esperar que o problema fosse solucionado de vez.
A situação acabou provocando protestos por parte de algumas pessoas, muitas das quais tiveram que ficar de três a quatro horas aguardando a vez para votar.
A dona de casa Clarice Aparecida de Amorim Menezes Rocha chegou à escola por volta das 12h30 e até às 15h ainda permanecia na fila. “Pelo que estou vendo, ainda vou ficar por aqui duas horas ou maisâ€, previa.
Ela diz que seu filho, Dener Klaydy Amorim da Rocha, de 16 anos, chegou à escola por volta 11h e até às 15h ainda não havia conseguido votar. â€œÉ a primeira vez que ele vota. Essa situação é desanimadora para um adolescenteâ€, critica.
O aposentado Manoel Marciano também estava revoltado com a demora. “Cheguei aqui às 9h, já são 15h e ainda não consegui votar. É revoltanteâ€, analisa.
Marciano relata que viu pelo menos duas pessoas que se encontravam na fila sofrerem mal súbito. “Eram pessoas idosas que não aguentaram o calor e o desgaste de ficar em péâ€, explica.
O juiz titular da 300ª Zona Eleitoral, Benedito Okuno, confirmou o problema na urna eletrônica. Mas, segundo ele, a situação foi contornada com a troca do equipamento.
Para ele, o defeito na máquina não pode ser apontado como o único componente que provocou atraso no processo de votação.
“Temos que lembrar que o eleitor vota seis vezes e muitos não estão acostumados com a urna eletrônica. Há, também, aqueles que esquecem de levar a cola e acabam se atrapalhando na hora de votarâ€, avalia.
Senha
Na Universidade do Sagrado Coração (USC), a urna da 116.ª seção eleitoral ficou parada por mais de meia hora, por falta de energia. Para que as pessoas não ficassem na fila, foram distribuídas senhas para quando a máquina voltasse a funcionar.
Porém, o procedimento não agradou quem chegou depois da distribuição da senha e teve a vez cortada pelos eleitores que tinham o papel. Os eleitores acabaram envolvendo-se em um princípio de tumulto.
O caso foi contornado com o conserto da urna. O presidente da seção, André Luiz Pereira, acredita que o problema atrasou por cerca de uma hora os trabalhos da seção.