Política

Para Caio Coube, urnas apontam renovação

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O empresário Caio Coube está convencido de que o resultado das eleições de domingo indicam que a sociedade pede renovação no quadro político local. Ele avalia, ainda, que as urnas apontaram um “processo descendente” de uma parte dos atuais políticos de Bauru.

“Em tudo precisa haver renovação e oxigenação”, analisa. O tucano diz que esse processo de deterioração do quadro político local provoca o surgimento de novas lideranças.

“Essa situação abre espaços. Há um desejo da sociedade para que alguém ocupe esse espaço. Eu me apresentei a esse processo eleitoral como uma alternativa. Quando você se apresenta, há um julgamento”, comenta.

O empresário relata que apresentou à sociedade “suas credenciais”. “Repassei à comunidade meu histórico como homem de empresa, como dirigente esportivo. Não posso esquecer, também, a tradição da família Coube, sempre muito envolvida com a comunidade.”

O pai de Coube, Sérvio Túlio, foi vereador na década de 50 e disputou a vice-prefeitura no início dos anos 60, ao lado de Nilson Costa (PPS), atual prefeito. Seu tio, Luiz Edmundo Coube, presidiu o Departamento de Água e Esgoto (DAE) na gestão do prefeito Alcides Franciscato e foi eleito à Prefeitura de Bauru.

Ele avalia que sua parceria com o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) - já reeleito à Assembléia Legislativa - foi fundamental para a disputa da eleição. “Esse trabalho com o Pedro foi muito positivo”, elogia.

Coube lembra que na eleição de 1998 houve uma dispersão de votos. “No meu modo de ver, as candidaturas locais não conseguiram entusiasmar os eleitores.”

Para o empresário, o grande desafio desta eleição foi fazer com que os eleitores se entusiasmassem e se empolgassem com as candidaturas de Bauru. “Elas precisavam representar uma perspectiva de atuação, de trabalho. Nesse sentido, acho que a dispersão de votos nesta eleição foi menor”, opina.

Agenda

Num eventual governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva, o tucano prega um entendimento com o eventual futuro presidente da República.

“O PT, enquanto esteve na oposição, se opôs às reformas tributária, trabalhista, previdenciária. Isso impediu o surgimento de um Brasil mais moderno, competitivo”, analisa.

O empresário diz que numa provável “situação de vidraça e não mais de estilingue”, o PT será forçado a rever uma série de posições.

“Nesse sentido, acho que será positivo porque vamos fazer com que Brasil avance, se modernize, e que faça as suas reformas estruturais necessárias, que encare problemas como o déficit da previdência, déficit do setor público de R$ 50 bilhões por ano”, aponta.

O tucano acha que o PSDB e o PT poderão convergir para uma futura “agenda de entendimento”. “A idéia é debater as grandes questões nacionais. Os dois partidos, hoje, são as duas grandes forças políticas do Brasil.”

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