O empresário Caio Coube está convencido de que o resultado das eleições de domingo indicam que a sociedade pede renovação no quadro político local. Ele avalia, ainda, que as urnas apontaram um “processo descendente†de uma parte dos atuais políticos de Bauru.
“Em tudo precisa haver renovação e oxigenaçãoâ€, analisa. O tucano diz que esse processo de deterioração do quadro político local provoca o surgimento de novas lideranças.
“Essa situação abre espaços. Há um desejo da sociedade para que alguém ocupe esse espaço. Eu me apresentei a esse processo eleitoral como uma alternativa. Quando você se apresenta, há um julgamentoâ€, comenta.
O empresário relata que apresentou à sociedade “suas credenciaisâ€. “Repassei à comunidade meu histórico como homem de empresa, como dirigente esportivo. Não posso esquecer, também, a tradição da família Coube, sempre muito envolvida com a comunidade.â€
O pai de Coube, Sérvio Túlio, foi vereador na década de 50 e disputou a vice-prefeitura no início dos anos 60, ao lado de Nilson Costa (PPS), atual prefeito. Seu tio, Luiz Edmundo Coube, presidiu o Departamento de Água e Esgoto (DAE) na gestão do prefeito Alcides Franciscato e foi eleito à Prefeitura de Bauru.
Ele avalia que sua parceria com o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) - já reeleito à Assembléia Legislativa - foi fundamental para a disputa da eleição. “Esse trabalho com o Pedro foi muito positivoâ€, elogia.
Coube lembra que na eleição de 1998 houve uma dispersão de votos. “No meu modo de ver, as candidaturas locais não conseguiram entusiasmar os eleitores.â€
Para o empresário, o grande desafio desta eleição foi fazer com que os eleitores se entusiasmassem e se empolgassem com as candidaturas de Bauru. “Elas precisavam representar uma perspectiva de atuação, de trabalho. Nesse sentido, acho que a dispersão de votos nesta eleição foi menorâ€, opina.
Agenda
Num eventual governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva, o tucano prega um entendimento com o eventual futuro presidente da República.
“O PT, enquanto esteve na oposição, se opôs às reformas tributária, trabalhista, previdenciária. Isso impediu o surgimento de um Brasil mais moderno, competitivoâ€, analisa.
O empresário diz que numa provável “situação de vidraça e não mais de estilingueâ€, o PT será forçado a rever uma série de posições.
“Nesse sentido, acho que será positivo porque vamos fazer com que Brasil avance, se modernize, e que faça as suas reformas estruturais necessárias, que encare problemas como o déficit da previdência, déficit do setor público de R$ 50 bilhões por anoâ€, aponta.
O tucano acha que o PSDB e o PT poderão convergir para uma futura “agenda de entendimentoâ€. “A idéia é debater as grandes questões nacionais. Os dois partidos, hoje, são as duas grandes forças políticas do Brasil.â€