A demora do eleitor na cabine de votação se refletiu no processo de apuração. No cartório da 300.ª Zona Eleitoral, por exemplo, as últimas urnas chegaram apenas por volta das 21h30. Apesar disso, o juiz eleitoral Benedito Okuno destacou que o andamento do processo estava dentro do esperado. “Já transmitimos 70% dos votosâ€, disse, às 21h.
Para o juiz, nesta eleição a votação estava bem mais lenta do que no último pleito, em 2000. “A dificuldade para o eleitor é bem maior, já que são seis candidatos a escolherâ€, ressaltou.
A primeira urna a chegar no cartório foi a da seção 102, da escola estadual de Primeiro Grau “Agrupado do Parque Santa Terezinhaâ€, que deu entrada no local de apuração às 17h50. Às 18h30, apenas três colégios eleitorais - de um total de 26 - haviam entregue as urnas para a contagem e transmissão dos dados.
Ao contrário das outras eleições, a apuração dos votos foi feita na própria sede do cartório. Okuno explicou que optou por esse esquema de trabalho devido às instalações do órgão. â€œÉ um prédio bastante grande e espaçosoâ€, afirmou.
Além disso, de acordo com o juiz, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que os computadores para transmissão dos dados não deveriam sair do cartório. “Se fizéssemos a apuração em outros locais, como sempre fizemos, teríamos que trazer os disquetes aqui para a transmissão. Achamos mais viável optar pela apuração no próprio cartórioâ€, salientou.
As últimas urnas a chegar na 300.ª Zona Eleitoral foram as da escola estadual Iracema de Castro Amarante, localizada no Jardim Gérson França, por volta das 21h30. Foi justamente nesse colégio eleitoral que um dos equipamentos teve problema duas vezes e precisou ser substituído, gerando espera para os eleitores de até quatro horas nas filas.
Outro incidente registrado pelo cartório foi a lacração de uma urna antes do término da fila de eleitores.
Nenhum candidato apareceu no local de apuração para verificar o andamento do processo. Apenas fiscais de partidos marcaram presença para acompanhar a contagem dos votos.
O cartório não divulgou parciais da apuração, já que, de acordo com Okuno, a totalização estava sendo feita diretamente no Tribunal Regional Eleitoral, em São Paulo. Através dos boletins de cada urna exposto no local de apuração, pôde-se observar que muitos candidatos pára-quedistas acabaram abocanhando uma boa quantidade de votos em Bauru.
A 300.ª Zona Eleitoral tem 88.024 eleitores somente de Bauru, mais 4.797 de Arealva e 3.640 de Avaí. Até as 21h30, haviam sido computadas 3.078 justificativas de votos nas urnas apuradas pelo cartório.