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Diretoria de Ensino rebate críticas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O Diretor Regional de Ensino, Jair Sanches Vieira, não concorda com as colocações que atribuem à má qualidade de ensino das escolas públicas estaduais a elevação da concorrência em instituições como Colégio Técnico Industrial (CTI), ligado à Universidade Estadual Paulista (Unesp), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Segundo ele, a Lei de Diretrizes e Bases é a mesma para todas as escolas do Estado de São Paulo e deve ser respeitada. Assim, embora os cursos do ensino fundamental oferecidos pelo Sesi, por exemplo, tenham supervisão própria, devem seguir o mesmo regimento.

“Além disso, o professor da rede pública estadual conta com a vantagem de ter garantia de emprego e não fica vulnerável às decisões patronais. Assim, trabalha com mais tranqüilidade. Além disso, o Estado paga melhor que muitas escolas privadas. Claro que não estamos levando em conta, neste caso, os professores de cursinhos, que são obrigados a fazer brincadeiras e piadas em suas aulas”, rebate.

Para ele, o profissional da escola estadual tem como objetivo ensinar o aluno a raciocinar e, por essa razão, relatórios do CTI teriam indicado a preferência por seus alunos. “Me parece que o CTI tem dois discursos diferentes”.

De fato, dados do Colégio Técnico da Unesp indicam que a maioria de seus alunos vem do ensino público estadual.

Apesar das alegações do diretor, Leonéia Pereira Ilha de Campos, mãe de alunos que freqüentam a rede estadual de ensino, continua atribuindo às salas de aula superlotadas, à progressão continuada e à falta de incentivo aos professores a crise que afeta a Educação pública.

“Enquanto a situação continuar assim, o jeito é tentar vagas em escolas como o CTI. Hoje pago R$ 40,00 para manter meus filhos num cursinho particular. Espero que eles sejam aprovados”, conta.

Na opinião do proprietário do Centro Educacional Sisten, Luís Carlos Zandoná, um dos cursinhos oferecidos na cidade, o desempenho dos alunos do Estado está aquém do esperado. “Sempre aplicamos um exame no início das aulas para apurar o nível dos alunos. As notas estão cadas vez mais baixas. Enquanto isso, a procura pelas aulas aumentou 150% de um ano para o outro”, explica.

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