A maior parte do lixo eleitoral - “santinhos†em frente às escolas e banners de candidatos em postes e viadutos - ainda está nas ruas. Os garis da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) começaram a limpeza anteontem e recolheram 85 quilos de papel de cada uma das sete escolas limpas.
A recolha do material em frente dos demais 47 locais de votação na cidade está a cargo da Secretaria das Administrações Regionais (Sear), que ainda não terminou o serviço. A Emdurb fez a limpeza nos colégios São José, Senai, Rodrigues de Abreu, Luiz Braga, Christino Cabral e Silvério São João, informa a assessoria da empresa.
Vinte e nove garis começaram a varrição e recolha dos “santinhos†por volta das 16h de domingo e terminaram o serviço ainda à noite. Ao todo, foram recolhidos 550 quilos de papel. O material foi depositado no aterro sanitário, junto com o lixo comum.
De acordo com a assessoria de comunicação da Emdurb, os garis fizeram a limpeza nas escolas localizadas na área central já coberta pelo serviço de varrição de rua. Nos demais colégios, o trabalho está sendo feito pela Sear, informa a Emdurb.
Mas o titular da Sear, Arlindo Figueiredo, diz que sua pasta está somente colaborando com a Emdurb. “Esse serviço é feito pela Emdurb. Nós só colaboramos através das regionaisâ€, explica.
A Administração Regional da Bela Vista conseguiu limpar três das oito escolas da sua área ontem. Mário Roberto Cândido, administrador regional interino, destacou dez ajudantes e um caminhão basculante para fazer o serviço. Segundo ele, de cada uma das três escolas foram retiradas 22 sacos de lixo com capacidade para 100 litros cheios de papel.
O material recolhido está guardado, a espera de avaliação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) sobre a possibilidade de ser aproveitado para reciclagem. Kazumi Kobayashi, diretor do Departamento de Zoobotânica e secretário interino da Semma, diz que para a reciclagem não pode haver muita terra e outros materiais misturados aos papéis.
Os banners dos candidatos, amarrados a postes e viadutos, que devem ser retirados pelos políticos ou partidos, já começam a cair. O juiz da 23.ª Zona Eleitoral, Horácio Furquim Guanaes, esclarece que a lei eleitoral dá 30 dias para os partidos ou políticos retirarem o material de campanha das ruas.
Porém, a lei eleitoral não prevê pena para quem desrespeitar a determinação. A alternativa para a limpeza das ruas caso os políticos não a façam em um mês é propor ações na justiça comum, afirma o juiz.
A preocupação de Maria Helena Rigitano, secretária municipal do Planejamento (Seplan), é que o material de propaganda - geralmente uma faixa plástica sustentada por dois pedaços de madeira - acabe entupindo bocas-de-lobo ou causando um acidente. “Os políticos que colocaram esse material precisam retirá-lo o mais rápido possívelâ€, pede.
Ontem, um banner quase bateu no carro da própria secretária quando ela transitava pela avenida Nações Unidas, sob o viaduto da Duque de Caxias. “O banner caiu e quase bateu no meu carro. É um perigoâ€, ressalta. “Se esse material for carregado pela enxurrada pode entupir os bueirosâ€, completa.