A locomotiva 278 já está restaurada. Bom para os ex-ferroviários que se sentirão revitalizados, excelente para a população de Bauru e ótimo para a preservação histórica da cidade.
Foi apenas o começo, pois a luta continua e não deve ficar só na locomotiva 278. Há outra se estragando, sujeita às intempéries, enferrujada e sem qualquer manutenção. É a locomotiva 404, fabricada em Filadélfia, USA, pela Baldwin, em 1919 e que entrou em tráfego na ex-NOB, no ano de 1921, quando se inaugurou também as grandes Oficinas da ferrovia.
Aparentemente em boas condições, a locomotiva encontra-se no Bosque da Comunidade, desde sua cessão no ano de 1980, através de comodato, pelo então diretor da ex-NOB eng. Oquendo Lopes, salvando-a com isso do sucateamento.
A irmã dessa locomotiva, que foi para Campinas, está completamente restaurada e em tráfego no trecho Anhumas-Jaguariuna, da antiga Mogiana e o mesmo espera-se seja feito com a locomotiva 404.
Após sua restauração, Bauru poderá ter duas locomotivas em condições de tráfego e já podemos imaginar uma delas, trafegando entre Bauru e Avaí, para visitação ao museu que será aberto naquela cidade e à aldeia indígena de Araribá. Seria um retorno ao passado, já que o primeiro trecho inaugurado na ex-NOB, em 27 de setembro de 1906, foi justamente entre Bauru e Avaí. (Vivaldo Pitta - RG: 6.028.556)