Botucatu - O ex-deputado estadual Milton Flávio (PSDB) contabiliza 61.035 votos nas urnas e figura entre os três primeiros suplentes do partido. A situação é parecida com a da última eleição, apesar dos votos terem praticamente dobrado se comparados às duas primeiras eleições que disputou, em 1994 e 1998.
Na eleição passada, a condição de suplente levou Milton Flávio a ocupar uma vaga na Assembléia Legislativa de São Paulo quando o então governador Mário Covas “puxou†um dos eleitos para seu secretariado. Com a decisão do governador, Milton Flávio pôde então ocupar uma cadeira por durante quase quatro anos.
O fato de estar novamente na suplência não incomoda o ex-deputado. “Nós temos um espaço já conquistado no partido e eu tenho a absoluta convicção de que em o Geraldo Alckmin se elegendo, nós teremos mais uma vez todas condições de continuar reforçando o espaço político da nossa região num segundo governoâ€.
Em entrevista ao Jornal da Cidade ontem, Milton Flávio disse que já que a Assembléia por enquanto está descartada, continuará a todo vapor, juntamente com sua equipe, trabalhando pela reeleição do governador Geraldo Alckmin.
“Estou muito confiante e quero agradecer a urbanidade com que sempre fui tratado. Quero também cumprimentar Bauru porque Bauru elegeu seu deputado e isso é muito importanteâ€. De acordo com Milton Flávio, a votação que Pedro Tobias obteve (cerca de 124 mil votos) vai ajudar muito na campanha para o segundo turno.
“O Pedro Tobias vai continuar tabalhando e lutando como companheiro que é, para que nossa região tenha uma representação na Assembléiaâ€, disse.
A segunda condição de suplente não tirou o bom humor do médico Milton Flávio. “Estou começando a ficar incomodado com esse manequin que me puseram, de terceiro suplente sempre, e de disputar a eleição em dois turnosâ€, disse, em tom de brincadeira.
Ao contrário da condição de suplente que não incomoda o ex-deputado, o quadro que se revelou após a apuração das urnas neste primeiro turno, com a expressiva votação obtida pelo Prona, causa uma certa preocupação, diz Milton Flávio.
â€œÉ essa bricadeira da população, de votar por gozação, elegendo deputados que nem bem se conheceâ€, disse acrescentando que “Enfim, isso decorre do espírito do brasileiro mesmo, provocador. Mas acho que algumas vezes ele exagera porque voto não tem preço, tem conseqüências. Enfim, essa é uma decisão soberana e ao democrata não compete outra coisa que não seja respeitar a voz rouca das urnasâ€, disse.