A Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru apreendeu 23 porções de cocaína que seriam comercializadas no Lanchódromo da cidade. A comerciante de lanches N.M.M.P, 45 anos, foi autuada em flagrante por tráfico. Apenas as iniciais da acusada foram divulgadas pela polícia.
A comerciante saiu há pouco mais de um ano da cadeia de Cabrália Paulista, onde cumpriu pena por tráfico e reincidiu no crime. Se condenada, ela poderá pegar de três a 15 anos de reclusão.
A equipe de investigação trabalha no caso há cerca de um mês. Várias denúncias que chegaram à delegacia davam conta que no local havia tráfico, explica o titular da Dise, José Henrique Gomes dos Santos.
De acordo com ele, a equipe ficou observando a movimentação durante vários dias para constatar o crime. “Percebemos que as pessoas que freqüentavam a barraca não tinham o propósito de comprar lanches e apresentavam comportamento diferenciado.â€
A barraqueira, além de não oferecer os lanches, transitava a noite toda para o banheiro coletivo. “Constatamos que ela deixava algumas porções da droga no banheiro e quando o usuário chegava, ela ia buscar. O depósito era pequeno.â€
As observações resultaram em um pedido de busca e apreensão na residência da proprietária da barraca, onde os investigadores supunham que era guardada a droga.
Santos frisa que toda a operação foi direcionada para prender a mulher e não os micro-traficantes que agem naquela região da cidade. “Com o mandado judicial fomos até o núcleo Mary Dota e lá apreendemos a droga, que estava escondida entre fezes.â€
Entre muita sujeira, os investigadores encontraram um embrulho plástico contendo as 22 porções de cocaína embaladas separadamente, prontas para venda. Além de uma porção maior que normalmente é vendida para os micro traficantes que a subdivide e revende.
As pequenas porções eram vendidas por R$ 10,00 e R$ 20,00. A maior devia valer cerca de R$ 50,00. Baseado nesse cálculo, a apreensão foi avaliada em aproximadamente R$ 500,00.
Resgatando o ambiente
O titular da Dise ressalta que resgatar o ambiente do Lanchódromo é um desafio para a polícia. “O Lanchódromo foi criado para a comercialização de lanches. É um local próprio para freqüência familiar. Este tipo de situação afasta as famílias.â€
O delegado acha que com a prisão da acusada a movimentação de usuários de droga vá diminuir. “As investigações não terminaram. Vamos investir neste caso porque queremos resgatar o Lanchódromo para a população de Bauru.â€