O gerente da empreiteira Start, Antônio Eduardo Galante, rebateu ontem as acusações de irregularidades e não-cumprimento de parte do acordo sindical, feitas pelo Sindicato dos Eletricitários (Sinergia). A empresa, que presta serviços terceirizados para a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) desde maio, deve ser alvo de ação do sindicato junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) nos próximos dias.
De acordo com Galante, os funcionários da Start trabalham com todos os equipamentos de segurança necessários. Ele declara que, desde o início das atividades da empresa em Bauru, houve um único afastamento por acidente de trabalho.
“Se for analisar friamente, um funcionário afastado é prejuízo. Se o camarada sofre acidente de trabalho, ele tem estabilidade de um ano, eu tenho que contratar outro para o lugar dele, tem tudo issoâ€, observa Galante.
O gerente esclarece também a declaração de um funcionário, que afirmou à reportagem do JC ter pago R$ 400,00 por um treinamento. Segundo Galante, o curso é uma exigência da CPFL para contratação e é ministrado no Senai de Lençóis Paulista. “Quando nós viemos para cá, a ordem era contratar as pessoas depois que já tivessem o cursoâ€, diz.
Galante explica que a Start preferiu contratar os funcionários mesmo sem o curso, pois estariam desempregados desde a falência da empreiteira anterior. “Para ajudar o pessoal que estava desempregado, que estava há três ou quatro meses sem receber, nós contratamosâ€, conta o gerente. Segundo ele, a empreiteira pagou o curso, que está sendo descontado dos salários dos funcionários.
Quanto a um suposto excesso na jornada de trabalho, Galante afirma que, nos casos de hora-extra, ou a empresa paga ou é adicionada ao banco de horas, dependendo do faturamento do mês. “Existem pessoas que fazem hora-extra, mas não há nada de anormal, tudo dentro da leiâ€, afirma. De acordo com ele, em agosto a empresa pagou 80% das horas-extras, mas no mês passado o pagamento foi sobre 10%.