O reprovável comportamento pessoal que domina uma infinidade de jovens não é produto apenas da nossa safra... Outras também a possuem, sobrando a convicção de que também as sociedades mais cultas do mundo amargam com o problema. Nem se precisa entrar em investigações para se saber qual é e como é, já que de seus estilos se possui conhecimento através de informações que procedem de diferentes regiões. A verdade, porém, é que os mesmos desmandos que a juventude européia pratica acontecem também nos ambientes africanos, asiáticos, americanos e oceânicos em iguais proporções. Confirmam-no os que em nosso país se registram e dos quais não fazem segredo, nem poderiam fazê-lo, as fontes informativas que temos nos seus mais diferentes tipos. Quem não pretender tomar ciência deles só tem dois caminhos: não ler jornais e não ligar aparelhos de rádio e televisão. Todavia, um caminho apenas é sugerido como forma de impedir ou dificultar a continuidade do malefício: educar bem melhor, no momento, a geração de hoje, a fim de prepará-la convenientemente para o futuro que a aguarda, quando ela terá de estar em condições de mergulhar, com possibilidade de não se afogar, na torrencialidade das tempestades do novo mundo, criando dessa forma sua própria vida, sua própria família e sua própria sustentação. Fazendo-se um retrocesso, olhando-se um pouco para trás, perceber-se-á que os pais de 30 anos passados detiveram-se presos à paisagem social daquela era e, enganosamente, deixaram de colocar os filhos nas exigências do futuro, não lhes abrindo devidamente os horizontes que as nuvens lhes escondiam à distância. É lógico que muitos desses genitores não viveriam o suficiente, detiveram-se na fisionomia daquela época e, conseqüentemente, deixaram de testemunhar os resultados que suas omissões viriam a oferecer, mas é lógico também que seus filhos os estão observando desde agora, daí emergindo a convicção de que é preciso sempre educar para o futuro a fim de que as novas gerações nem cresçam dependentes de tudo e nem satisfaçam suas ambições através da violência e do desrespeito ao próximo, para que no amanhã tenha o mundo menos homicídios e assaltos, cometidos por adolescentes, como os que ora se verificam abusivamente e, ao mesmo tempo, alcance a humanidade um porvir melhor constituído. É a nossa opinião. (O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado)
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