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O Brasil no contexto do Cone Sul


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Ninguém pode negar que a situação econômica vivida pela maioria dos povos se acha nadando às braçadas nas facilidades de dinheiro com dólares libras ou a mais recente moeda européia, o euro. Tampouco, ninguém negará que no denominado Cone Sul o Brasil é o maior país da América do Sul, cujo território se encontra enquadrado no “reino neotropical“, incluindo as “zonas da América Central, América do Sul e Antilhas”, não possua condições econômicas para admitir grandes e modernas empresas, incluso as internacionais. E que no mercado econômico do nosso domínio residem infindáveis potencialidades. Há na formação geográfica deste País, servido de incontestável área física de 8,5 milhões de quilômetros quadrados, provido da maior área natural do mundo e possuindo 12% da água potável existente no universo. Sem que deixemos de falar da nossa espessa Mata Atlântica, além da planície amazônica, o próprio rio Amazonas e a exuberante presença dos grandes rios, distribuídos por todo o País, dentre seus planaltos, largas planícies costeiras, cerca de 8,5 mil quilômetros de costa marítima.

Também ninguém afirmará que não há dinheiro suficiente em boa parte do mundo global. Senão vejamos: que não há razão alguma para que se possa negar a existência do que segue. É o que trata do importante assunto que tomamos a liberdade de transcrever (ipsis litteris), considerando tratar-se da recente demonstração pública de confiança comercial no país, aqui festejada, segundo a declaração lisonjeira que segue. “Há muito dinheiro - US$ 800 bilhões! - rolando no mundo em busca de pouso onde possa crescer e se duplicar. Os países em desenvolvimento disputam a ferro e fogo 20% dessa fábula – algo em torno de US$ 160 bilhões”. â€œÉ trabalho para profissionais. Foi por isso que o Brasil resolveu criar uma agência especializada para disputar, em melhores condições, uma fatia desses recursos. O nome dela – Investe Brasil...”. Seguindo o recado da Editora o leitor confirma: “A ênfase desta edição é o Brasil que dá certo. Que país é esse?”

O importante assunto é, na verdade, o país que tem tudo para dar certo, a ênfase da edição está no caminho certo. Catalogado na (Rumos, em Entrevista) como “Investimentos Diretos Estrangeiros”. A abertura foi publicada sob o seguinte batismo: “A Investe Brasil chegou e vai à luta”. Estando a presidência nas mãos do empresário Rudolf Höhn, este, ao ensejo e quando presente fora perguntado, declarou: “A Investe Brasil é uma parceria entre a iniciativa privada e o governo. Sua criação teve motivação interna e externa”. De onde se conclui que do entrevistado procedem os respectivos argumentos, calcados na certeza do desenvolvimento da “promoção e captação de investimentos no mercado internacional”. E garante-se que a atividade do comércio no mercado em questão cresce largamente, complementando a profissionalização nos dias atuais, contando com mais 100 países possuindo entidades em busca de tais objetivos. Quanto ao Brasil nesse contexto, segundo gráfico e fonte: “FDI Survey - Banco Mundial – MCGA/ Deloitte Touche”, verifica-se que somos o “Terceiro Destino em Intenção de Investimentos” , isto é, superamos, segundo escala em % de empresas interessadas, apenas os EUA, com (60%) e a China, com cerca de (30%). Assim, superamos (na intenção) os países: Reino Unido, México e Alemanha. (O autor, José Almodova, é professor, mestre em projeto, Arte e Sociedade pela Unesp/Bauru. É jornalista e colaborador do JC. Escreve às quintas na coluna. E-mail: almodovaig.com.br)

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