Economia & Negócios

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Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

• Ações

O Conselho Nacional de Desestatização (CND) autorizou a venda de até 50 bilhões de ações ordinárias do Banco do Brasil (BB). A resolução do CND foi publicada ontem no Diário Oficial da União, mas não há definição de data da venda no documento. Isso deverá ser feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que irá conduzir o processo.

• Limite

A resolução mantém a possibilidade de aquisição das ações com pagamento através da utilização do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O uso desses recursos, no entanto, está limitado a R$ 500 milhões. Segundo informações que já haviam sido divulgadas pelo BNDES, cada correntista do FGTS poderá usar até 50% do seu saldo disponível para essa operação de compra das ações do BB.

• Marketing

O usuário brasileiro de celular é o consumidor que melhor responde ao marketing pelo telefone em todo o mundo. A afirmação surge de uma pesquisa feita pela consultoria A.T.Kearney em parceria com o Instituto de Administração da Universidade de Cambridge, dos Estados Unidos. Segundo o levantamento, 10% dos usuários nacionais que recebem esse tipo de mensagem efetuam uma compra estimulados pela propaganda.

• Resposta

No resto do mundo, a receptividade ao m-marketing não é tão alta. Na Europa, por exemplo, o efeito positivo acontece apenas sobre 3% dos usuários de celulares que recebem uma propaganda em seus aparelhos. No Japão, 2% e, na América do Norte, também 2%. A média mundial é de 3%.

• Celular

Por outro lado, o Brasil - que tem a maior base de usuários de telefones celulares da América Latina - é um dos países que menos acessa a Internet móvel. Apenas 36% dos telefones da base de usuários são habilitados para fazer a conexão. Destes, 21% de fato acessam a Internet e 34% recebem mensagens de propaganda. Na Europa, este número é de 40%, no Japão é de 48% e, na Ásia, 54%.

• Mensagens

Assim como nos EUA, as mensagens curtas via celular não emplacaram no Brasil, por dois motivos. Primeiro, porque as empresas de telefonia celular optaram por não dar ênfase a esse tipo de serviço. Segundo, as diferentes redes de telefonia celular não estão totalmente adaptadas para que uma passe mensagem para outra, o que limita a prestação do serviço.

• Internet

Ainda sobre Internet, a competição entre as operadoras de telefonia fixa poderá reduzir o custo dos serviços de acesso à rede mundial de computadores. A avaliação foi feita ontem pelo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Luiz Guilherme Schymura. Segundo ele, os provedores de Internet já oferecem pacotes com preços bastante reduzidos.

• Acesso

A Anatel está preparando um novo modelo de tarifas para o acesso discado à Internet. Durante uma audiência pública, a agência propôs dois modelos alternativos ou concorrentes com o atual sistema de cobrança por pulso ou por minuto. O objetivo da reguladora é que as empresas definam valores fixos com possibilidade de acesso a partir de qualquer localidade do País, sem a cobrança de interurbanos.

• Propostas

Em um dos modelos sugeridos, cada provedor passará a ter um número único de acesso com tarifa fixa, mais barata que a atual. O usuário pagaria ao provedor pelo acesso ao conteúdo e uma tarifa “flat” (única) pelo serviço de telecomunicações. Na outra proposta, a relação do usuário será com uma empresa de comunicação multimídia, que prestará todo o serviço e repassará o valor da assinatura ao provedor.

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