Bairros

Prefeito já estuda reajustar tarifa

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O prefeito Nilson Costa recomenda rígida economia para enfrentar a falta de água em Bauru e afirma que a administração tem investido no setor. Para ele, a principal causa do desabastecimento é a falta de chuva e não há solução imediata.

“A perfuração de um poço, que leva meses, custa mais de R$ 1 milhão. E não é um poço que resolverá a solução da cidade se não chover e economizar. Fazemos os investimentos à medida que temos recursos e, no momento, não temos”, afirma.

Nilson reafirma que está estudando a possibilidade de autorizar o reajuste da tarifa de água para o DAE ter recursos e fazer investimentos. “Estamos em vias de recorrer ao reajuste de tarifa que o DAE está cobrando há tempo”, conta.

Para este ano, afirma o prefeito, está prevista a perfuração de um poço no Parque Jaraguá. “Mas não vamos perfurar poço sem licitação porque estaremos correndo o risco de ser denunciados por pessoas que acham que há coisas ilegais”, defende-se.

“Na nossa administração terminamos o poço do Jardim América, que estava inacabado, e que ajudou no abastecimento dessa região e do Geisel. Em 99 perfuramos emergencialmente um poço no Parque Roosevelt e até hoje estamos pagando por isso. Fizemos um grande reservatório ao lado da Vila São Paulo e um gigante no Gasparini”, afirma.

Para o prefeito, a falta de água é um problema sério, que atinge muitas cidades, não apenas Bauru. “A Folha de São Paulo de hoje (ontem) trouxe matéria que diz que cidades do Nordeste e de Minas Gerais afetadas pela seca receberam R$ 70 milhões do governo federal”, diz.

Ele frisa que o problema de Bauru é climático. “Alguém pode falar que faltou planejamento. Mas se fosse possível planejar chuva então poderíamos evitar a existência do deserto do Saara. O que está ocorrendo é uma estiagem que não se cogitava e um calor acima das previsões, que eleva o consumo de água e não temos chuvas para repor o rio”, diz.

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