O homem encontrado degolado em outubro de 2001 no salão de jogos do Instituto Penal Agrícola (IPA) de Bauru continua sem identificação. Os fragmentos da impressão digital retirada do cadáver foram comparados com as impressões digitais de todos os reeducandos do IPA que abandonaram o presídio 30 dias antes do encontro do corpo e o resultado foi negativo.
O delegado responsável pelas investigações do caso, Ronaldo Divino, titular do 1.º Distrito Policial, explica que o caso toma outro rumo a partir da resposta negativa do Instituto de Identificação Ricardo Gumbenton Daunt.
“Os fragmentos de impressão digital colhidos do cadáver encontrado no presídio foram comparados com as impressões digitais dos presos que abandonaram o presídio 30 dias antes e 30 dias depois do encontro do corpo. O laudo necroscópico sugeriu que a morte tinha ocorrido 30 dias antes do dia 31 de outubroâ€, conta.
De acordo com Divino, o corpo degolado, encontrado sob uma camada de concreto, com a cabeça embalada em saco plástico, pode não ser de reeducando. “Não podemos afirmar isso com certeza, mas a identificação do cadáver é uma icógnita. Vamos investigar outros pontos da história para poder concluir o inquéritoâ€, diz.
Na opinião do delegado, o fato da pesquisa ter dado negativa causa estranheza. “A sala de jogos fica no interior do presídio. Pessoas estranhas não têm acesso ao localâ€, completa.