Política

Hospital será inaugurado em novembro

Gabriel Garcia
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O governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, anunciou ontem que o Hospital Estadual de Bauru entra em funcionamento no dia 4 de novembro. Alckmin esteve ontem pela manhã na cidade, em caráter oficial, para a assinatura do contrato de gestão do hospital com a Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu.

De acordo com Alckmin, a previsão inicial de pleno funcionamento do hospital só daqui a 18 meses não procede. Ele disse que a instituição deverá funcionar com 100% de sua capacidade até o início do segundo semestre de 2003, ou seja, em cerca de oito meses. “Acho que até meio do ano, no máximo início do segundo semestre, ele estará em plena capacidade”, declarou.

Alckmin ressaltou que, normalmente, a implantação de hospitais é feita de maneira gradual. “Todo hospital é implantado gradualmente: ambulatório, em seguida enfermaria clínica, enfermaria cirúrgica, UTI e, finalmente, a alta complexidade, como unidade de queimados, hemodinâmica”, relatou.

De acordo com o secretário estadual da Saúde, José da Silva Guedes, a assinatura do convênio com a Faculdade de Medicina de Botucatu significa, na prática, que de agora em diante é a faculdade a responsável por decidir onde aplicar o orçamento repassado pelo governo estadual para o hospital, inclusive na contratação dos cerca de 1,5 mil funcionários diretos.

“O dinheiro é pago diretamente à entidade que gerencia, então é ela quem vai contratar pessoal, comprar os equipamentos necessários, todo o insumo para manter o hospital funcionando”, disse Guedes, que antes da assinatura se reuniu com prefeitos e secretários de saúde de mais de 30 municípios da região para explicar o funcionamento da parceria.

Na opinião do secretário, é mesmo possível que o hospital esteja em plena capacidade até o início do segundo semestre de 2003. Ele cita o exemplo do hospital de Sumaré, gerenciado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que oferece 270 leitos e foi inteiramente ativado nove meses após a inauguração. “A expectativa é de que, num hospital maior, esse prazo possa ser um pouco mais dilatado”, ponderou Guedes.

O Hospital Estadual, quando estiver em plena capacidade, será o segundo maior do Interior do Estado, com 385 leitos - 35 para a UTI - e capacidade mensal para fazer 9 mil consultas ambulatoriais, 2,5 mil atendimentos de emergência e 1,7 mil internações.

A instituição abrangerá cerca de 40 municípios, que somam em torno de 1 milhão de habitantes. A obra estava paralisada desde 1994, e foi retomada em maio do ano passado, após negociações que diminuíram seu custo em 20%. O valor total do hospital foi de cerca de R$ 62 milhões - R$ 26 milhões em equipamentos e mais R$ 36 milhões em obras.

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