Está comprovado que a perda inesperada do emprego abala as estruturas de qualquer profissional, seja uma pessoa com melhor formação acadêmica e condições financeiras, ou um trabalhador que dependia daquele trabalho para sobreviver.
“Qualquer pessoa perde o chãoâ€, a firma a consultora em recursos humanos Regina Torres. Mas ao mesmo tempo, ela aponta que existem maneiras de se reverter a situação e fazer desta fase de disponibilidade ao mercado de trabalho um momento propício ao aperfeiçoamento e reciclagem pessoais e profissionais.
Passado o primeiro impacto da demissão, assumidamente horroroso, a consultora aconselha ao profissional fazer uma reunião com a família, expondo toda a situação e pedindo apoio, atitude que Regina considera fundamental.
Além disso, a família deve procurar, unida, reorganizar a vida doméstica, que precisará ter cortes e estimativas de gastos refeitos para que o orçamento se mantenha estável durante o período em que o membro desta estrutura estiver sem fonte de renda.
No caso de pessoas solteiras, a contenção de gastos de ser a mesma. Ao contrário de investir numa viagem de descanso, a pessoa pode optar por empregar os recursos correspondentes num curso de línguas, por exemplo. Caso já se tenha domínio de um idioma é hora de procurar um segundo e dar peso ao currículo.
“A primeira reação de quem está disponível ao mercado de trabalho é não sair de casa e se fecharâ€, confirma a consultora, que aconselha o contrário: a pessoa não deve ter vergonha de ter pedido o emprego e não deve perder a chance de participar de palestras e cursos de reciclagem gratuitos.
Neste momento, ela precisa também acionar toda a sua rede de contatos (familiares, amigos, ex-colegas e até ex-chefes) e procurar não sair do mercado, mesmo que desenvolvendo uma atividade completamente diferente da anterior.
Regina Torres conta o exemplo de uma moça que durante a vida toda trabalhou no mercado financeiro, mas ao ver-se desempregada iniciou a produção de fraldas descartáveis em sua casa para suprir os rendimentos. Em outro caso, um senhor que foi motorista de ônibus encarou viagens fretadas e até entregou panfletos.
“Não importa o que a pessoa faça. Importa, sim, que ela se mantenha ativa e sinta-se importante em algum processo produtivo, o que vai lhe garantir uma segurança e aliviar o período de espera por uma outra oportunidade.â€
Revertendo o jogo
A consultora aponta que neste processo o melhor exercício é aprender a vender a força produtiva e se dedicar à confecção de um currículo que valorize esse produto.
Ela ressalta que a maioria das pessoas apenas cita o que fez sem se preocupar em mostrar como é e o que realmente produziu num texto curto e coerente. É a venda da imagem.
“Quando você refaz um currículo, está revendo a sua trajetória profissional. A pessoa consegue reavaliar tudo o que fez, e qual o custo-benefício que gerou às empresas. Os projetos que participou. As ações que implantou e os trabalhos que foram realizados com sucesso.
Toda essa experiência adquirida, somada às competências e habilidades, lhe dá margem para readquirir um pouco da auto-confiança perdida com o baque da demissãoâ€, revela.
Num próximo passo está a questão da adaptação às novas grades salariais. Entretanto, Regina revela que este é um ponto de fácil compreensão entre os candidatos.
Ela cita que até pessoas com mais de 20 anos de carreira se adaptam a uma nova realidade salarial que às vezes pode ser bastante diferente; em outras, praticamente iguais a anterior e em alguns casos até superior.
Segundo pesquisas, um profissional que busca recolocação pode esperar por uma média de 20% menos em seu holerite ao encontrar uma nova vaga.
Para que essa busca por um novo emprego se concretize no menor período de tempo, é aconselhável buscar apoio em uma empresa de recursos humanos que poderá não só ajudar o profissional a preencher uma nova vaga, mas como reavalia e apresentar sua imagem profissional através do currículo.
Bem como buscar novas atividades e aptidões e ainda orientar na dinâmica das entrevistas, ensinando a melhor maneira de se vestir, falar e se portar diante de uma nova chance no mercado de trabalho.