O comportamento lúdico é muito importante na vida de um adulto, defende a psicóloga Regina Vanin.
Ela explica que o indivíduo na fase adulta se torna muito sério e racional, voltado ao pensamento lógico, perdendo esse lado da vida que consiste em brincar e conversar com os amigos, contar piadas, falar bobagem, dançar, cantar: atos lúdicos que alimentam a fase criança que precisa ser nutrida.
Neste aspecto, a psicóloga aponta que brincar é uma coisa muito boa. Até mesmo o simples ato de cuidar de um animal de estimação desperta inconscientemente esse lado criança que é benéfico.
“O brincar com uma criança é resgatar o agir como criança. Esse aspecto é importante para conseguirmos nos manter saudáveis e acho saudável também manter um espírito jovem. As pessoas, mesmo sendo mais velhas, não envelhecem, não ficam rígidas, velhas. Elas conseguem, manter a juventude, a vitalidade e a felicidade, que o velho vai perdendo isso com a mudança de idéias mais lógicasâ€, revela.
Regina salienta ainda que a pessoa com uma mentalidade mais jovem é sempre mais aberta e criativa.
Mas por outro lado, observa que o excesso e o mau uso do espírito infantil pode acarretar em atitudes inconseqüentes por pessoas que chegam a perder o controle de suas vidas profissionais e familiares.
Em nome dessa “juventude†perdem limites na hora de brincar no mundo dos negócios, acabam se esquecendo de pagar contas, fazem brincadeiras com cheques ou até agem de má fé. “Isso acaba sendo o mau uso de uma boa qualidade. É usar como muleta o ‘ele não cresceu’.â€
Esse comportamento infantil só faz bem à “gente grande†se associado à responsabilidade nas coisas do mundo de adulto. “O que não pode ocorrer é uma atitude sua prejudicar o outroâ€, adverte a psicóloga.
Mas para aqueles que estão procurando se soltar, Regina Vanin aconselha alguns pequenos atos como ter um animal de estimação, passear com o cachorro, brincar, se dedicar a uma expressão artística, trabalhos manuais, uma atividade física que é sempre bem-vinda, e até pequenos atos loucos como tomar chuva ou banho de esguicho, fazer guerra de almofadas, que podem resgatar a infância perdida.
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Teste - Você ainda é criança?
Ao ver um bebê na rua ou numa reunião de família, você: a) Foge o quanto antes. b) Faz um gracejo e cai fora. c) Pega o bebê no colo e não devolve à mãe tão cedo.
Na hora de escolher um presente você não resiste a: a) Um bicho de pelúcia. b) Uma roupa da moda. c) Uma caixa de chocolates.
Se numa festa de aniversário toca um hit da Xuxa, você: a) Troca a música imediatamente. b) Fica sério, batendo o pé comedidamente. c) Cai na farra e não erra a coreografia.
Quantos bichos de pelúcia fazem parte de sua coleção? a) Nenhum. b) Um só, de estimação c) Meia dúzia, no mínimo.
Ao zapear os canais, você: a) Procura o noticiário. b) Assiste um seriado dos anos 70 ou 80. c) Pára no primeiro desenho animado.
Na hora de comprar uma camiseta, escolhe: a) Uma cor neutra. b) Uma cor vibrante. c) Uma estampa de super-herói.
No supermercado você coloca no carrinho: a) Frutas e verduras. b) Laticínios com brindes coloridos. c) Biscoitos com a turma dos desenhos.
Se melhor amigo é? a) Dez ano mais velho? b) Um bicho de estimação. c) Secreto ou invisível.
Resultado:
Maioria de respostas A: Perca a rigidez e resgate já o seu lado criança que deve estar escondido e você teima em deixá-lo trancado. Aproveite a chance e seja feliz.
Maioria de respostas B: Nem tanto às crianças nem tanto aos adultos. Das duas uma: ou você tem medo de ser criança ou este processo está em fase de libertação. A indecisão pode prejudicá-lo em alguns momentos e você pode trocar as estações.
Maioria de respostas C: Parabéns pelo Dia da Criança. Você sabe cultivar o lado bom da infância e faz de tudo para que isso contagie as pessoas ao seu redor. Só tome cuidado para não viver num mundo de fantasia.
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Fala-povo
“Não me lembro agora da maior recordação da minha infância. Mas trago comigo as brincadeiras e as piadas. A alegria de criança eu guardo até hoje. Sem alegria de viver não se vive. Vai ser assim até o fim.â€(Antônio Rodrigues, 58 anos, motorista aposentado)
“A minha personalidade é a recordação que trago da infância. O meu jeito de ser não mudou. Sou uma pessoa bem alegre, que não estressa com nada. Gosto demais de brincar com as pessoas, é o tempero da vida.†(Mariana Fraga Zuicker, 28 anos, estudante de direito)
“Me lembro muito de ficar em casa com meus pais, pois vivi num tempo oprimido. Acho que estou mais feliz agora. Eu faço parte do grupo Voluntários em Ação e com eles eu renasci. Quando a gente aposenta, perde-se tudo, mas com esses novos amigos me redescobri e acho que hoje vivo a minha infância.†(Norma Lapa, professora aposentada)
“Eu guardo as minhas bonecas. É uma herança que preservo da minha infância e acho que a minha filha vai gostar de algumas. Elas estão encaixotadas, mas de vez em quando vou dar uma olhadinha para manter viva a minha essência.†(Graziela Baracat Viana, 20 anos, estudante)
“Minha infância foi jogar bola e andar de bicicleta, coisas que todo mundo faz. Mas me lembro de todos os meus amigos e trouxe a facilidade em fazer amigos até hoje.†(Nilton Alves da Silva, 33 anos, ferroviário)
“Não é bom nem lembrar das minhas recordações. São terríveis. Perdi a força em um dos braços, mas jamais perdi meu jeito brincalhão. Para min, a vida é especial, linda, uma maravilha. Sempre foi.†(Francisco Carlos de Paula, 40 anos, “faz-tudoâ€)