Entrelinhas

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• Recado sério

A cientista política da Unesp Maria Teresa Kerbauy avalia, em entrevista ao JC (página 4), que o “recado” dos bauruenses aos políticos, nas urnas, foi o de que suas mensagens não foram ao encontro dos anseios do povo. Some-se a isso o grande número de candidatos locais e a migração de votos para outros candidatos.

• Prestigiados

As exceções do fiasco, segundo ela, foram os tucanos Pedro Tobias e Caio Coube, o primeiro eleito com enorme votação e o segundo que recebeu o voto de confiança da população, mas insuficiente, por outras circunstâncias, para levá-lo à Câmara Federal.

• Migração

Continua muito alto o número de votos dados para candidatos de outras regiões do Estado. Dos quase 172 mil votos validados em Bauru, inclusive brancos, foram embora cerca de 72 mil para deputado federal e perto de 55 mil para estadual. Porém, isso é apenas parte do problema.

• Renovação

O fato é que os candidatos mais conhecidos e os que fizeram campanhas mais caras foram incapazes de convencer os eleitores da cidade. Isso aponta para um caminho de renovação da política local. A eleição de 2004, para a Prefeitura, poderá confirmar esta tendência.

• Lançamento

Durante entrevista ao programa “Primeira Hora”, da rádio Bandeirantes AM (1.160), na última semana, o deputado Pedro Tobias não escondeu seu entusiasmo com o desempenho de Caio Coube na eleição e o “lançou” para prefeito em 2004, mais uma vez.

• Sem rabo preso

Por falar em “Primeira Hora”, os ouvintes de rádio de Bauru ganharam um comentarista de política que tem imparcialidade, equilíbrio e não tem rabo preso com nenhum político. Ele é o jornalista Luis Roberto Tizoco, que ancora o “Primeira Hora”, todos os dias, das 7h30 às 8h, na Band.

• Futurologia 1

De volta ao assunto sucessão, é inquestionável que Coube se credenciou como um fortíssimo candidato, mas muita coisa ainda está por vir. Nomes serão colocados na mesa, certamente já no próximo ano. O PPS vai apostar em Raul ou Eliane? Nilson pode ser candidato? O PMDB terá Tidei de volta? O PT terá ou não o ônus de ter se transformado em poder?

• Futurologia 2

Um político comentou ontem com a coluna que mesmo entre os derrotados há nomes - como o de Tuga - que, se tiverem disposição para rever os erros e partidos mais viáveis, estarão entre os favoritos. “Imagine o Tuga no PT. Não é um forte casamento?”, disse o observador misto de futurólogo.

• Sem novidade

A primeira pesquisa para o segundo turno da eleição presidencial, divulgada ontem pelo Datafolha, mostra o mesmo cenário do final do primeiro turno. Lula (PT), com 58% das intenções de voto, é favorito disparado. Serra (PSDB) tem 32%, em consulta feita com quase quatro mil eleitores, sexta-feira, em todos os Estados.

• Apertado

No Estado de São Paulo, o Datafolha constatou que a disputa é bem mais acirrada. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) tem 50% das intenções de voto contra 42% de José Genoíno (PT). Somente a campanha vai definir para quem vão os votos da maioria dos indecisos (menos de 8%).

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