O titular da Delegacia da Receita Federal (DRF) em Bauru, Celso Gomes Pegoraro, está fazendo um alerta a empresários que estão sendo procurados por pessoas que se dizem influentes na Receita Federal e, em troca de favores relacionados com o fisco, pedem assinaturas de revistas - ligadas ou não a uma associação de fiscais - ou anúncios nas mesmas. Segundo Pegoraro, trata-se de golpe.
De acordo com ele, os mais recentes casos dos quais a Receita teve conhecimento ocorreram em Bauru, Conchas, Bariri e Dois Córregos. A orientação do titular da DRF é para que os empresários que forem vítimas dessas visitas entrem em contato com a DRF, para obter mais informações.
“Por várias vezes eu já me manifestei a respeito desse assunto, mas a reincidência é muito grande e o mal só será irradicado quando não houver mais terreno fértil para sua reprodução. Alguns desses indivíduos chegam a deixar cartões de visita na empresa, mas são “fantasmasâ€, não têm nenhuma relação com a Receita Federal. Geralmente se apresentam como procuradores da Receitaâ€, diz Pegoraro.
As técnicas de abordagem utilizadas pelos falsários são as mais distintas, segundo o delegado da RF. “Ou eles sabem da idoneidade da empresa e não querem que ela seja punida com uma fiscalização, e dizem que poderiam facilitar as coisas; ou sabem que a empresa está com algum problema e apresentam fórmulas fantásticas para solucioná-lo, evitando que a fiscalização seja acionadaâ€, detalha.
Outra estratégia seria a de dizer que sabem que a empresa está em uma lista para ser fiscalizada e dariam um jeito para ser retirada dessa lista. “Enfim, existem outros tipos de abordagens, mas todos eles sempre dão um toque de suposta vantagem. Quando o empresário recusa, existe uma certa intimidação, com ameaças no sentido de alertar para os efeitos nefastos que a fiscalização poderia causarâ€, acrescenta o titular da DRF.
Qualquer negociação que envolva esse tipo de intimidação deve ser denunciada diretamente para a polícia.
Pegoraro ressalta que as fiscalizações da delegacia sempre foram feitas através de seleções impessoais, com base em evidências e indícios de prováveis erros fiscais. “O empresário que se envolver nessa “maracutaiaâ€, não terá do que reclamar no futuro. Isso é crimeâ€, destaca Pegoraro.
Mais informações podem ser obtidas na DRF, pelo telefone 235-1900.