O amor se alastra, seguindo uma ordem natural: parte do indivíduo, atinge a família, estende-se pela profissão, pela cidade, pela nação e pela humanidade. É uma difusão por círculos, como uma onda que se propaga até o infinito. Há vinte séculos arde uma revolucionária inquietação acesa pelo Evangelho, que pede amor. Pois nem a justiça sozinha basta mais.†(Igino Giordani)
Amar o outro sem distinção, querer o bem de todos, indistintamente, são sentimentos simples, que todos podemos adotar, mas que nem sempre o fazemos. Para construir uma civilização de amor, em contraposição à civilização do ódio, do rancor e de guerra, que está à nossa volta, basta começarmos com pequenas atitudes de bondade e gentileza. Muitas vezes nos sentimos impotentes, incapazes de realizar qualquer mudança no mundo que nos cerca. E, então, achamos mais cômodo não tomar conhecimento das tristezas ou das desgraças que assolam toda a humanidade. E “ficamos na nossaâ€. Realmente, ficar fechado em si mesmo e não procurar reverter aquilo que está ao nosso alcance, é mais fácil. Mas será que foi para isso que viemos ao mundo? Será que atingiremos, um dia, a felicidade plena para a qual fomos criados, se não procurarmos desenvolver e aplicar nossos talentos em favor da sociedade em que vivemos, dos irmãos que nos cercam, da humanidade, enfim?
Podemos começar agora mesmo, a construir essa civilização de amor que todos almejam. Podemos iniciar pelas nossas famílias e estender ao nosso trabalho. Muitas oportunidades teremos, até no dia-a-dia da empresa, para criar relacionamentos novos com os colegas e incentivá-los, através de nossa vida, a viverem assim também. Quando aplicamos amor nas relações do cotidiano, desaparecem as suspeitas, cessam as disputas e evaporam-se o ódio e o rancor. Retiram-se de nossa mente, qualquer sentimento desagradável acerca da outra pessoa. Desponta em nós nova esperança: a possibilidade de uma vida em fraternidade.
Quando temperamos nossas atitudes com amor, nosso local de trabalho se transforma em um ambiente onde todos se sentem bem. Nossas famílias encontram a verdadeira felicidade. E, por acréscimo, todos vão se tornando profissionais mais eficientes, alunos mais aplicados, filhos mais dóceis, amigos mais sinceros... Não é incrível? Podemos, sim, transformar essa cultura de morte que nos cerca, em verdadeira cultura de Vida. E vida em abundância, com dignidade para todos. Se vivermos assim, provocaremos uma verdadeira revolução de amor no mundo. Pois “o amor se alastra seguindo uma ordem natural: parte do indivíduo, atinge a família, estende-se pela profissão, pela cidade, pela nação e pela humanidade.†E pensar que tudo está em nossas mãos... (A autora, Ana Maria Marcondes Cesar, é pedagoga e palestrante para empresas)