Regional

Calor pede mais prudência nas águas

Da Redação
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A imprudência ainda é a principal causa da maioria das mortes por afogamento registradas na região. A afirmação é do cabo Ernesto Villares, mergulhador com curso de guarda-vidas e membro da Equipe de Natação do Corpo de Bombeiros de Bauru. Na opinião dele, a solução para o problema reside basicamente na prevenção.

Outro dado que o bombeiro ressalta é que entre as vítimas de afogamento, a maioria é de pessoas que sabem nadar. “Muitas vezes elas subestimam a força das águas e ignoram a possibilidade de ocorrências inesperadas”.

E é nesta época de calor, quando as pessoas procuram as águas para se refrescar, segundo Villares, que aumentam os acidentes. “Os banhistas e pescadores têm que ter em mente que todo tipo de água pode oferecer algum perigo, seja ela de piscina, rio, lagoa ou mar”, diz.

E a preocupação aumenta, segundo o policial, com aproximação do final de ano, quando além do período férias escolares, há também os festejos de Natal e Ano Novo. “A ingestão de bebida alcoólica tende a crescer nesta época e é um fator agravante para quem vai para a beira das águas”, diz Villares.

Mesmo sem uma estatística exata, é possível afirmar, segundo o bombeiro, que a faixa etária mais comum em que ocorre esse tipo de acidente, é entre os 15 anos e 30 anos. Entre adultos, o afogamento é considerado a quarta causa de morte acidental sendo que 50% associados à bebida alcoólica. Na infância, está entre a primeira e terceira causa de morte acidental, com picos entre 1 e 2 anos, geralmente por falta de vigilância, com maior risco de acidente em piscinas e banheiras.

De uma forma geral, segundo Villares, o desconhecimento do local de mergulho, o excesso de confiança e exaustão de nadadores, predominam entre os acidentes envolvendo pessoas adultas.

Prevenção

Acreditanto que a prevenção é a forma mais eficaz de se evitar afogamento, o Corpo de Bombeiros investe nessa questão. Quanto mais responsável e consciente estiver a pessoa, menor o risco dela cometer alguma imprudência, ressalta Villares.

Aprender técnicas de primeiros-socorros nunca é demais, acredita o Corpo de Bombeiro. Por isso, através de agendamento prévio, a corporação oferece cursos rápidos para escolas e empresas.

Um detalhe básico que o cabo Villares adianta é que diante de uma situção de afogamento, nem sempre pular atrás da vítima é a melhor opção. “Corre-se o risco das duas pessoas morrerem porque a tendência de quem está se afogando é se agarrar a qualquer coisa e nesse caso, as duas podem afundar juntas”.

Nesse caso, a orientação do bombeiro é para que se jogue um colete, um pedaço de madeira ou qualquer objeto que bóie para a vítima tentar se agarrar. O pedido de ajuda deve ser providenciado imediatamente.

O ideal mesmo, afirma o bombeiro, é que ninguém abuse dentro da água. Sair para uma volta de barco sem a devida utilização de coletes salva-vidas é um erro muito grande e infelizmente comum, alerta o cabo.

Ignorar o imprevisto durante o nado, como uma possível cãibra, cansaço ou um mal-estar é desaconselhável. Veja no quadro abaixo algumas dicas do Corpo de Bombeiros para se evitar afogamentos.

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Inquérito vai apurar acidente com barco

Mineiros do Tietê - A Polícia Civil de Mineiros do Tietê aguarda o encontro do corpo da terceira vítima que morreu afogada nas águas do rio Tietê no final da tarde do último sábado, para instaurar um inquérito que deverá apurar as circunstâncias em que aconteceu o acidente.

Informações preliminares, segundo a polícia, dão conta que o barco teria sido pego sem a autorização do proprietário, Joel Estivan. Outro detalhe é que ninguém estaria usando colete salva-vidas.

Até o fim da tarde de ontem, mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Jaú ainda não haviam localizado o corpo de Renato André Salvaea, 19 anos. Ele mais Getúlio Salvaea, 46 anos, e Edson Luiz Botine, 56 anos se afogaram durante uma pescaria, num barco de aproximadamente cinco metros de comprimento.

Getúlio e Edson foram resgatados já sem vida por um outro pescador. Além das três vítimas, estavam no barco outras duas pessoas que conseguiram se salvar.

Segundo informações da polícia, o barco onde estavam as vítimas teria virado provavelmente por causa de fortes ventos por volta das 17h30 de sábado quando eles estavam voltando de uma pescaria.

No momento do acidente, os pescadores estavam distante cerca de 150 metros da margem do rio. O acidente aconteceu próximo ao condomínio Doce Mar, onde é comum famílias passarem o fim de semana.

De acordo com informações da Polícia Civil de Mineiros do Tietê, os membros da família Salvaea residem na Vila Prudente, em Piracicaba. Edson Luiz Botine, a outra vítima morava no Jardim San Dimas, também na mesma cidade.

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