Sou morador da parte alta da Vila Cardia há mais de 30 anos e a falta de água sempre foi constante. Esta parte do bairro vai da rua Ezequiel Ramos até a avenida Rodrigues Alves e da rua Monteiro Lobato à rua Almeida Brandão. A água chegava às 24h e terminava sempre às 6h do dia seguinte. O problema existia porque a adutora do DAE, que abastecia esta parte da vila, saía do reservatório da rua Padre João, passava pelo Centro da cidade e seguia para a Vila Cardia pela rua Ezequiel Ramos, terminando na rua Aureliano Cardia. Só que a água não tinha força para chegar até a parte alta da vila, e quando chegava na rua Monteiro Lobato com Ezequiel Ramos já chegava sem força. Isto tudo sem contar com uma pequena elevação na quadra 16 da rua Ezequiel Ramos.
Esse problema foi resolvido quando o prof. Arlindo Figueiredo, então presidente do DAE, na administração Tuga Angerami, sensível aos apelos dos moradores desta região da cidade, resolveu a questão sem mágica, nem maiores gastos e com a melhor das intenções. Ele desligou a parte alta da Vila Cardia da adutora da rua Padre João e a ligou no sistema de abastecimento do Higienópolis. Assim, a água que tinha que subir, descia e o problema foi resolvido.
Mas a felicidade dos moradores durou pouco. Nas administrações Izzo e Nilson Costa, o DAE, aos poucos, foi desfazendo a ligação do sistema Higienópolis com a parte alta da Vila Cardia, retornando para o sistema antigo no maior desprezo com a população desta região da cidade, que voltou a enfrentar o velho problema da falta de água, pois, sem pressão para subir, a água tende a descer e, assim, conseqüentemente, os moradores da parte baixa da vila (da rua Ezequiel Ramos para baixo), sempre têm água e a parte alta voltou a sofrer com a falta.
Aproveito a oportunidade para lembrar ao senhor prefeito Nilson Costa a promessa que ele fez durante a sua campanha para reeleição, furar um poço semi-artesiano na Vila Cardia. (Mauro Cordeiro Landolffi - RG: 2.804.157)