O rodízio no fornecimento de água em Bauru continuará por tempo indeterminado, até chover na cabeceira do rio Batalha e o consumo cair. A informação é do Departamento de Água e Esgoto (DAE), que ontem verificou nova redução no nível dos reservatórios.
Na segunda-feira, o nível de água dos reservatórios estava mais alto. A assessoria de imprensa do DAE acredita que o feriado de sábado e o domingo, dia em que normalmente o consumo é menor, contribuiu para ampliar a reservação.
Porém, o consumo alto na segunda-feira, dia útil e data de lavagem de roupa e limpeza de residências, ajudou na queda no nível dos reservatórios outra vez, explica Sandra Faria, assessoria de imprensa do DAE. “Os reservatórios estão baixo e o rio Batalha continua operando com duas das três bombas. Por isso o rodízio está mantidoâ€, diz.
O objetivo da autarquia com o rodízio é que as regiões altas da cidade, que na semana passada ficaram sem água, também sejam abastecidas. Porém, Sérgio Oliveira, morador da quadra 15 da rua Batista de Carvalho, ao lado do Cemitério da Saudade, afirma que o rodízio não está surtindo efeito.
“Estou sem receber água desde terça-feira da semana passada. Já paguei caminhão-pipa particular duas vezes para abastecer a minha casa nesse período. Gastei R$ 200,00 e tem vizinhos meus, que não podem pagar, sem águaâ€, reclama ele.
Oliveira conta que solicitou caminhão-pipa ao DAE, mas não foi atendido porque haveria creches, escolas e outros órgãos que têm prioridade para serem abastecidos. A assessoria do DAE, informada do problema pelo JC, comprometeu-se a verificar o que está ocorrendo na quadra 15 da rua Batista de Carvalho.
Em época de falta d’água, moradores da quadra 1 da rua Romildo Brunhari, no Jardim Progresso estavam indignados, ontem à tarde, com um vazamento na via. A água começou a jorrar na rua após um cano ter sido rompido durante a derrubada de uma árvore da calçada. Eles afirmam que acionaram o DAE duas vezes, mas até as 17h o vazamento não havia sido consertado.
O DAE esclarece que os R$ 4,8 milhões que a autarquia precisa para investir em obras no próximo ano, para amenizar o problema de fornecimento de água na cidade, ainda não estão reservados no bolo total do orçamento de 2003. Se não houver aumento no orçamento, que neste ano foi de R$ 27 milhões, a autarquia terá dificuldades para executar as obras.