Regional

Batochio pede e Sanzovo sai do PDT

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Indignado com a atitude do prefeito João Sanzovo Neto, que aceitou o cargo de coordenador regional da campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB) à reeleição, o deputado federal e presidente da executiva estadual do PDT, José Roberto Batochio “sugeriu” que o prefeito deixasse o partido e voltasse ao ninho tucano, de onde saiu para disputar a prefeitura de Jaú.

O prefeito aceitou a “sugestão” e já prepara sua saída do partido. Segundo informações extra-oficiais, local, Sanzovo deve ficar sem partido por tempo indeterminado. Ontem, o prefeito passou a tarde toda reunida com seu secretariado e não pôde atender a reportagem.

Mesmo pertencendo ao PDT, Sanzovo fez campanha contra os candidatos do partido e isso irritou a executiva estadual do partido, que pediu a sua saída.

O PDT estava coligado ao PTB e PPS. Juntos eles formavam a Frente Trabalhista e tinham candidatos próprios a governador (Antônio Cabrera), a presidente da República (Ciro Gomes) e a senador (Cunha Bueno e Eliseu Gabriel).

Alheio a isso, Sanzovo aceitou a missão e o risco de coordenar, em nível regional, a campanha à reeleição do atual governador, Geraldo Alckmin, adversário direto do candidato da Frente Trabalhista.

“Se o coração dele é tucano, ele tem de vestir as plumagens todas”, disse o deputado Batochio.

Embora negue, o deputado não consegue esconder que ficou ainda mais indignado com a atitude do prefeito depois de não ter muito sucesso nas eleições do último dia 6. Batochio não conseguiu se reeleger para mais um mandato na Câmara Federal.

A “sugestão” para que o prefeito retornasse ao PSDB foi feita pelo deputado dois dias depois das eleições, quando os resultados já eram definitivos.

“Ou os membros do PDT respeitam as deliberações da executiva nacional e estadual do partido ou não existe partido”, declarou ontem Batochio, durante entrevista ao Jornal da Cidade.

Segundo ele, a “sugestão” para que o prefeito deixasse o partido não teria sido feita em razão das “mágoas” que ficaram pelo caminho. â€œÉ um problema de fidelidade partidária”, enfatizou Batochio.

Ele classifica a decisão do prefeito Sanzovo de deixar o partido como uma “atitude coerente”. “Se ele trabalha para o PSDB, se está ligado àquele partido, eu acho que o lugar dele é no PSDB”, concluiu.

De acordo com o presidente do PSDB, em Jaú, Nilton Coló, até o momento não houve nenhuma conversa entre a executiva municipal do partido e o prefeito visando um possível retorno. “A não ser que ele (prefeito) tenha tratado disso na esfera estadual”, cogitou Coló.

Segundo ele, o governador teria conversado pessoalmente com as lideranças locais do PSDB sobre a escolha de Sanzovo como coordenador regional da campanha. Alckmin teria dado preferência aos prefeitos para ocupar a função.

Entre os líderes do partido, em Jaú, estão os ex-prefeitos Waldemar Bauab e Paulo Sérgio de Almeida Leite e o ex-deputado estadual Cândido Galvão, o Candão - adversários políticos de Sanzovo.

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