O início do funcionamento do passe-integração em Bauru pode ficar para setembro ou outubro de 2004, quase final da administração Nilson Costa (PPS).
A proposta de conceder um prazo de 23 meses para implantar o sistema, que permitirá ao usuário do transporte coletivo chegar de um extremo a outro da cidade pagando só uma passagem, está sendo discutida pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), Ministério Público (MP) e outros órgãos.
O assunto vem sendo estudado desde 1990 e a última previsão era implantar o passe-integração em maio do próximo ano. No entanto, em reunião realizada nesta semana entre o presidente da Emdurb, Edmilson Queiroz Dias, e o promotor da Cidadania, Fernando Masseli Helene, foi acordado novo prazo.
Helene conta que a Emdurb deve assinar, nos próximos dias, um termo de ajustamento de conduta (TCA) comprometendo-se a implantar o sistema em 23 meses.
â€œÉ o prazo que a Emdurb estava pleiteando desde o início, e que será suficiente para fazer a licitação. Nós não podemos dar um prazo menor porque, se houver um mandado de segurança na licitação, não será cumpridoâ€, explica o promotor.
O presidente da Emdurb, que na reunião apresentou a Helene o cronograma físico dos trabalhos de implantação do passe-integração, afirma que o processo é complexo e demanda 23 meses.
“O projeto do passe-integração foi iniciado no final de 1999 e realizadas pesquisas de modelagem do sistema de transporte. Depois foi retomado e agora estamos reavaliando as pesquisas, visitando cidades onde o sistema já funciona e onde está sendo implantadoâ€, conta.
O presidente da Emdurb afirma que 60% das linhas de ônibus de Bauru já interligam um bairro a outro. “Isso é, de certa forma, uma integração que atende parte da populaçãoâ€, diz. Ele ressalta que a pesquisa mostrou que somente entre 13% e 15% dos usuários precisam de dois ônibus para chegar ao destino.
No passe-integração, o usuário que precisa tomar dois ônibus para chegar a seu destino terá um tempo, que ainda será determinado, para pegar o segundo coletivo sem pagar nova tarifa. “A expectativa é aumentar o número de carros por linha, o que reduzirá o tempo de espera. Queremos que a espera máxima seja de 15 minutosâ€, diz.
A previsão da Emdurb é gastar R$ 1,5 milhão na aquisição de software para a implantação do passe-integração. Já as três empresas que operam no sistema coletivo devem gastar, juntas, R$ 1,6 milhão com a compra de catracas que serão instaladas dentro dos ônibus.