O Conselho dos Usuários vai discutir, hoje à noite, o novo prazo previsto para implantação do passe-integração. Rubens Roberto Rodrigues de Souza, presidente do conselho, questiona a necessidade de 23 meses para implantar o sistema e chama a atenção para outras questões do transporte coletivo.
“Vamos discutir o assunto na reunião do conselho, mas acho que poderia ser um prazo menos elástico. Mas mais urgente que isso é implantar as alterações no transporte coletivo de Bauru que foram sugeridas pela modelagemâ€, afirma.
As alterações sugeridas incluem, segundo Souza, remanejamento de algumas linhas e retirada de outras. Para ele, a câmara de compensação tarifária e a proposta de reajuste do valor da passagem também são questões que merecem discussão imediata.
“Não sabemos se apenas reajustar a tarifa de ônibus vai acabar com o déficit da câmara de compensação tarifária. É claro que o preço de insumos como combustível e pneus, que têm grande impacto na planilha de custos, subiu. Porém, temos que discutir o déficit da câmara de compensação, que está crescendoâ€, afirma.
O novo prazo também não agradou Claudinei Teixeira Moura, que desde 1996 luta pelo passe-integração. “O primeiro projeto de lei do passe-integração é de 1990. Desde essa época Bauru aguarda a implantação do sistema e esperávamos para maio do próximo ano. Além disso, é temeroso deixar para o final da administração porque pode acabar não saindoâ€, diz.
Para Moura, que em 2001 coletou 9 mil assinaturas pela implantação do passe-integração, seis meses seriam suficientes para a Emdurb pôr o sistema em funcionamento. “Acho que não é preciso tanto tempo e que a catraca eletrônica nos ônibus, que encarece o projeto, não é a única alternativa de integração. Um terminal, mesmo que seja um corredor no centro da cidade, fechado por alambrado, faria a mesma funçãoâ€, opina.
• Serviço
A reunião será hoje, às 18h30, na Emdurb.