Política

Para Pittoli, Alckmin é melhor opção

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

O ex-candidato ao governo do Estado pelo PSB, o bauruense e advogado Carlos Roberto Pittoli, está convencido de que a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) é a melhor alternativa para o Estado de São Paulo.

Na última terça-feira, Pittoli e o presidente da executiva estadual do PSB, Márcio França, anunciaram oficialmente a Alckmin o apoio de uma parte do partido à sua candidatura, já que uma outra ala decidiu aderir ao petista José Genoíno.

O socialista diz que o partido não poderia se omitir no segundo turno. Na última segunda-feira, os integrantes da executiva da legenda se reuniram em São Paulo para discutir o assunto.

Estavam presentes na reunião os deputados estaduais e federais eleitos pelo PSB. Não houve consenso. A deputada federal Luíza Erundina, por exemplo, confirmou seu apoio a José Genoíno (PT), anúncio que veio a público três dias antes das eleições do primeiro turno.

Pittoli avalia que a sua decisão de apoiar Alckmin está muito bem fundamentada. Ele acha que o governador não teve a oportunidade de mostrar o que pode fazer num governo próprio. “Ele assumiu há um ano e quatro meses”, lembra.

O ex-candidato ao governo do Estado acredita que o atual governador poderá, no próximo mandato, “traçar seu próprio caminho”.

“O Geraldo é um homem sério e honesto. Na conversa que tivemos com ele ficou claro que haverá investimentos no setor social. O governador nos afirmou que se tiver de parar uma obra para garantir a merenda escolar, não terá dúvida na escolha”, relata.

Pittoli deixa claro que o apoio de uma parte da cúpula do PSB à candidatura Alckmin não significa participação num eventual governo tucano. “Não tratamos desse assunto. Isso não nos preocupa”, afirma.

Não a Genoíno

Se por um lado o socialista rasga elogios ao governador tucano, por outro faz críticas ao candidato do PT ao governo do Estado. “O Genoíno não é a pessoa mais indicada para dirigir o Estado de São Paulo”, constata.

O ex-candidato ao Palácio dos Bandeirantes analisa que o petista não consegue “explicar as coisas” de uma forma inteligível. “O debate realizado ontem (anteontem) pela TV Bandeirantes provou isso”, argumenta.

Somada a essa constatação, ele também aponta os problemas com prefeituras municipais dirigidas pelo PT. “Há denúncias de malversação do dinheiro público”, aponta.

Pittoli diz que sua decisão de apoiar Alckmin foi bem recebida pelo eleitorado. “Quando sou parado na rua e me perguntam quem estou apoiando no segundo turno e digo que é o Geraldo, as pessoas me parabenizam.”

O socialista não reconhece que o partido sai dividido das últimas eleições. Na opinião dele, o PSB nunca havia experimentado disputar uma eleição com seu próprio time, sem se vincular a nenhum outro partido.

“Deu certo. Provamos que podemos caminhar sozinhos. Em 1998, elegemos dois governadores de Estado, dois deputados federais e dois estaduais por São Paulo”, lembra.

Pittoli compara os números da eleição de 1998 com o resultado da última, realizada no último dia 6. “Trabalhando praticamente sozinhos, sem recursos, elegemos cinco deputados federais, cinco estaduais por São Paulo, três governadores de Estado com a possibilidade de mais um no segundo turno. Crescemos 150%”, calcula.

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