O ex-candidato ao governo do Estado pelo PSB, o bauruense e advogado Carlos Roberto Pittoli, está convencido de que a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) é a melhor alternativa para o Estado de São Paulo.
Na última terça-feira, Pittoli e o presidente da executiva estadual do PSB, Márcio França, anunciaram oficialmente a Alckmin o apoio de uma parte do partido à sua candidatura, já que uma outra ala decidiu aderir ao petista José Genoíno.
O socialista diz que o partido não poderia se omitir no segundo turno. Na última segunda-feira, os integrantes da executiva da legenda se reuniram em São Paulo para discutir o assunto.
Estavam presentes na reunião os deputados estaduais e federais eleitos pelo PSB. Não houve consenso. A deputada federal Luíza Erundina, por exemplo, confirmou seu apoio a José Genoíno (PT), anúncio que veio a público três dias antes das eleições do primeiro turno.
Pittoli avalia que a sua decisão de apoiar Alckmin está muito bem fundamentada. Ele acha que o governador não teve a oportunidade de mostrar o que pode fazer num governo próprio. “Ele assumiu há um ano e quatro mesesâ€, lembra.
O ex-candidato ao governo do Estado acredita que o atual governador poderá, no próximo mandato, “traçar seu próprio caminhoâ€.
“O Geraldo é um homem sério e honesto. Na conversa que tivemos com ele ficou claro que haverá investimentos no setor social. O governador nos afirmou que se tiver de parar uma obra para garantir a merenda escolar, não terá dúvida na escolhaâ€, relata.
Pittoli deixa claro que o apoio de uma parte da cúpula do PSB à candidatura Alckmin não significa participação num eventual governo tucano. “Não tratamos desse assunto. Isso não nos preocupaâ€, afirma.
Não a Genoíno
Se por um lado o socialista rasga elogios ao governador tucano, por outro faz críticas ao candidato do PT ao governo do Estado. “O Genoíno não é a pessoa mais indicada para dirigir o Estado de São Pauloâ€, constata.
O ex-candidato ao Palácio dos Bandeirantes analisa que o petista não consegue “explicar as coisas†de uma forma inteligível. “O debate realizado ontem (anteontem) pela TV Bandeirantes provou issoâ€, argumenta.
Somada a essa constatação, ele também aponta os problemas com prefeituras municipais dirigidas pelo PT. “Há denúncias de malversação do dinheiro públicoâ€, aponta.
Pittoli diz que sua decisão de apoiar Alckmin foi bem recebida pelo eleitorado. “Quando sou parado na rua e me perguntam quem estou apoiando no segundo turno e digo que é o Geraldo, as pessoas me parabenizam.â€
O socialista não reconhece que o partido sai dividido das últimas eleições. Na opinião dele, o PSB nunca havia experimentado disputar uma eleição com seu próprio time, sem se vincular a nenhum outro partido.
“Deu certo. Provamos que podemos caminhar sozinhos. Em 1998, elegemos dois governadores de Estado, dois deputados federais e dois estaduais por São Pauloâ€, lembra.
Pittoli compara os números da eleição de 1998 com o resultado da última, realizada no último dia 6. “Trabalhando praticamente sozinhos, sem recursos, elegemos cinco deputados federais, cinco estaduais por São Paulo, três governadores de Estado com a possibilidade de mais um no segundo turno. Crescemos 150%â€, calcula.