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Universidades investem em publicidade

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

O empenho das universidades na busca por novos alunos tem passado despercebido por alguns pré-universitários. É o caso, por exemplo da estudante Mariah Ribeiro, que freqüenta as aulas de um cursinho da cidade. “Para mim as propagandas e as vantagens apresentadas são todas muito parecidas. Se dependesse só delas para fazer uma escolha estava perdida”, explica.

Pensa da mesma maneira Suellen Rossi da Silva, que está concluindo o ensino médio numa escola do Estado. Segundo ela, como nenhuma instituição privada chamou sua atenção, talvez ela faça um curso profissionalizante, que a habilite a ingressar no mercado de trabalho mais rapidamente. “Todas elas são iguais e caras. Pelo menos o curso profissionalizante é mais barato”, garante.

Preço também é problema para uma mãe de vestibulando e de um universitário, que não quis se identificar. “Algumas propagandas de faculdade na TV são tão chatas e repetitivas, que até troco de canal quando aparecem. Seria bom se elas negociassem o valor da mensalidade, mas esta abertura eu nunca percebi”, reclama.

Para o diretor de criação da Empório da Comunicação, Edmilson Cabelo, essas queixas existem porque as instituições não se preocupam em reforçar suas marcas, o que seria viável através de um contato próximo das universidades com a comunidade. Na opinião dele, a exposição constante na mídia, durante todo o ano, não só em períodos que antecedem o vestibular, também seria recomendável.

“Projetos e campanhas que satisfaçam as deficiências do município são perfeitos para que uma universidade possa, com o tempo, conquistar o reconhecimento que deseja”, argumenta.

Compartilha da mesma opinião do diretor do colégio Atheneu Interativo. De acordo com ele, apenas uma instituição de Bauru procurou seus alunos para falar sobre cursos e profissões. “Essa distância que algumas entidades mantêm tem sido discutida pelos nossos estudantes. Afinal, como o alvo publicitário é o mesmo, as informações que nos chegam das instituições são muito semelhantes”, ressalta.

As opiniões só destacam o fato de todas as instituições informarem ao JC que investem em mídia e na qualidade da educação, que dispõem de bolsas de estudo, que mantêm projetos em escolas públicas e privadas de ensino médio. Três garantiram que, em alguns casos, isentam os candidatos da taxa de inscrição e que se dispõem a negociar mensalidades. Outras confirmaram que contam com processo seletivo flexível.

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