O diretor de eventos da American Paint Horse Association (Apha), Lex Smurthwaite, visitou o Brasil entre os dias 11 e 16 deste mês e afirmou ter ficado impressionado com tudo o que viu relacionado à raça paint. Segundo ele, o plantel brasileiro de paint horse no País já superou o italiano, o canadense e o alemão.
Sendo assim, Lex levará todas as informações para o presidente da Apha para estreitar ainda mais o relacionamento entre Brasil e Estados Unidos - de onde a raça é originária.
Entre outros eventos, ele esteve presente à 4ª Etapa de conformação do Campeonato Nacional da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Paint (ABC Paint), realizado no último domingo, e visitou a sede nacional do cavalo paint, em Bauru, na última terça-feira.
Em Bauru, na sede da ABC Paint, Smurthwaite foi recebido pelo presidente da associação, Orlando Lamônica Júnior; pelo diretor do Stud Book, Emílio Fanton e seu filho, Ricardo Fanton.
Aqui, o diretor da Apha pôde conhecer toda a história da ABC Paint, desde a primeira reunião em Bauru, em 1996, até o último evento realizado, o 2º Potro do Futuro, neste ano. Smurthwaite ficou muito interessado nos números que envolvem a raça.
De acordo com Lamônica, atualmente cerca de 15 novos sócios entram para a associação semanalmente. Sobre a quantidade de cavalos da raça no País, o diretor de eventos ficou fascinado ao saber que existem mais de 8 mil animais registrados e que, por ano, são realizadas mais de 2.500 comunicações de coberturas, com cerca de 85% de aproveitamento. Isso significa que apenas 25% das éguas cobertas não dão cria.
Segundo Emílio Fanton, no Brasil o livro de registros da raça está fechado. Ou seja, a maioria dos animais é pura, nascendo a partir do cruzamento de paint com paint, de paint com quarto de milha e de paint com puro sangue inglês.
Intercâmbio
Sobre o futuro, Lamônica disse que pretende obter junto à APHA um intercâmbio de juízes, treinadores e clínicas de modalidades esportivas, com o objetivo de aprimorar ainda mais a raça no Brasil.
“Eu cheguei sem saber o que iria encontrar e o que vi me impressionou. Encontrei animais ótimos. Fora dos Estados Unidos, de todos os países que eu já visitei, aqui no Brasil estão os de melhor qualidade. Na Austrália, Itália, Alemanha e Canadá o que acontece é que você tem apenas modalidades específicas fortes. Aqui, me parece que tudo está sendo bem trabalhadoâ€, diz Smurthwaite.
Sobre estreitar ainda mais o relacionamento entre a ABC Paint e a Apha, ele disse que o mesmo pensamento do presidente da associação brasileira é o da americana.
Para Smurthwaite, deve ocorrer o que ele definiu como “ganha-ganhaâ€, isto é, a American Paint Horse tem interesse em ajudar o paint a se desenvolver ainda mais no Brasil e todos têm a ganhar com isso. “Nós já passamos por isso que está acontecendo no Brasil, ou seja, a fase do desenvolvimento. Por isso, podemos oferecer ajuda na parte de pessoal, juízes e técnicosâ€, afirma.
Com relação ao paint horse nos Estados Unidos, Smurthwaite falou sobre números surpreendentes. Segundo ele, o aquecimento do mercado de paint está sendo muito forte nos últimos anos. Atualmente, existem 660 mil animais registrados na Apha. Desses, 450 mil foram registrados somente nos últimos dez anos.
Além disso, as recentes vitórias do paint horse nas competições de rédeas, “working cow horse†e “Super Stakes†de apartação, reduto tradicional de outras raças, está atraindo mais e mais interessados. Isso porque os animais da raça reúnem qualidades atléticas, senso de inteligência apurado e beleza.