A dona de casa Solange Teixeira da Silva, 25 anos, reencontrou seu pai, Genival da Silva, que não via há 17 anos anteontem em Bauru. Solange mora em São Paulo e está em Bauru para tratar a filha, Hillary, de 1 ano, que é portadora de fissura labiopalatal.
O atendimento está sendo feito no Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo, o Centrinho, onde pai e filha se reencontraram. “Eu consegui o telefone do meu pai há um ano, mas o tempo foi passando e só agora que eu tinha que vir a Bauru marcamos o encontro. Ficou aquele suspense, se ele ia ou não me verâ€, conta Solange.
Genival, que mora no Parque Santa Edwirges e tem outra família, foi ao encontro da filha e também conheceu o genro e uma neta. “Eu queria vê-la, mas não sabia o endereço certo dela em São Paulo. Quando nos encontramos, de imediato, eu não a reconheci. Foi o marido dela, meu genro, que me reconheceuâ€, diz.
Solange tinha 8 anos quando viu o pai pela última vez e explica que ele está bem diferente. “Ele mudou bastante. Está mais gordo e cabelos grisalhos. Acho que meu marido o reconheceu devido a alguma semelhanças de traços físicos entre eu e eleâ€, explica.
Solange nasceu em Assaí (PR) e depois da separação dos pais mudou-se com parentes para São Paulo, onde vive até hoje. “Agora está tudo bem. A gente quer se ver mais vezesâ€, conta. “Um pai não pode ficar tanto tempo sem encontrar a própria filha. Não vou deixar isso se repetirâ€, promete Genival.