Mais de 39 milhões de trabalhadores, jovens, sem-terra, aposentados e desempregados votaram no PT em 6 de outubro, derrotando Serra, candidato de FHC, que por oito anos aplicou todos os planos do FMI no Brasil.
Uma “onda petista†varreu o País, elegendo dez senadores, dando a maior bancada de deputados federais e a maior de deputados estaduais para o PT. Também elegeu dois governadores no primeiro turno e colocou outros oito na disputa do segundo turno.
Participei de mais esta batalha, como venho fazendo há 22 anos, neste processo de construção do PT, como candidato a deputado federal, recebendo expressivos 14 mil votos, dos quais 10 mil confiados por parte da população de Bauru.
Mesmo no terreno deformados das eleições, pudemos estabelecer um diálogo franco e honesto com os trabalhadores, o povo e a juventude, apresentando uma proposta clara de compromissos de mandato, vinculado a um projeto mais amplo de mudanças, concentrados nas candidaturas majoritárias do PT, tanto a presidência quanto ao governo do Estado.
Expressando o sentimento dos que estiveram conosco nesta batalha de forma militante, agradeço os votos recebidos, que foram votos de opinião, o que nos impõe a responsabilidade de honrar a confiança, mantendo a coerência das nossas posições e os princípios com os quais fazemos a nossa militância política cotidiana.
Militância que prossegue agora com o objetivo de que no dia 27 de outubro, a maioria esmagadora dos trabalhadores e do povo da cidade e do País, confirmem e ampliem o voto por um governo do PT, que rompa com o FMI para atender as reivindicações, o que é impossível com o atual modelo imposto por FHC.
Os trabalhadores e o povo reivindicam coisas simples. Os sem terra querem terra onde possam produzir e viver, os funcionários dos Correios querem que a privatização e a lei postal sejam barradas, os funcionários dos bancos públicos querem o fim das terceirizações, aberturas de concursos públicos, os trabalhadores querem a manutenção de todos seus direitos como férias, décimo terceiro, as trabalhadoras em particular, exigem a preservação da estabilidade no emprego para a mulher gestante, os aposentados querem uma aposentadoria decente, os ferroviários exigem o fim do sucateamento das ferrovias e a reestatização, a juventude quer um futuro, educação de qualidade e verdadeiros empregos, os professores exigem respeito e o fim da aprovação automática.
São reivindicações simples, que não poderão ser satisfeitas se a dívida externa continuar a ser paga, ainda mais com os US$ 15 bilhões que vencem até dezembro e mais 9 bilhões até março de 2003, como impôs o FMI.
A democracia exige que a vontade do povo seja respeitada, os trabalhadores, a juventude, os desempregados, os sem teto, os sem terra e os aposentados disseram no 1º turno: “Só um governo do PT pode nos salvar do cão. Só um governo do PT pode decidir usar os recursos do País para não pagar a dívida, mas, para atender as reivindicações.Só um governo do PT pode não submeter a nação aos interesses americanos contidos na Alça. Só um governo do PT pode fazer a reforma agrária pra valer, impedir que continuem as demissões, brecar as privatizações, aumentar os salários e dar mais verbas para educação, saúde e moradia, combater a especulação que tira o pão da mesa do povo. È para isso que todos nos queremos um governo do PT.
Ninguém desconhece as dificuldades. Mas, não é possível continuar tudo como antes. Agora é a vez dos trabalhadores e do povo. Em 27 de outubro, aos milhões, vamos confirmar e ampliar nossa vontade de mudanças, votando por um governo que rompa com o FMI para atender as reivindicações. (Roque Ferreira - Membro do Diretório Estadual do PT-SP - RG 9.656.049)