Ipaussu - Na semana que passou, alunos da Escola Técnica Eletrônica (Etel) de Ipaussu assumiram o papel de jovens cientistas e expuseram suas “maluquices†à comunidade.
Mais de 70 trabalhos fizeram parte da Feira Estudantil na Etel (Fenatel) deste ano - uma das mais importantes feiras estudantis de tecnologia do Estado de São Paulo.
De quarta a sexta-feira da semana passada, alunos do ensino técnico, médio, fundamental e infantil transformaram a escola em um verdadeiro centro cultural-científico.
A figura imaginária do cientista geralmente é a de um sujeito desligado, de jaleco branco, despenteado, que anda olhando para as estrelas, sem saber onde pisa.
Na verdade, eles apenas parecem distraídos. Normalmente, os cientistas estão sempre concentrados, pensando, procurando soluções para os problemas que afligem a humanidade. O fato é que se não fossem esses homens, aparentemente malucos, e suas invenções, aparentemente extravagantes, a humanidade ainda estaria vivendo como no tempo das cavernas.
Com o propósito de estimular a criatividade dos alunos, a Etel reserva todos os anos três dias do calendário letivo para exposição dos trabalhos aos visitantes.
Este ano, a comunidade pôde conferir como funciona um gritômetro, uma piscina eletrônica, um controlador de eclusa, um redutor de consumo de energia e uma estufa inteligente, entre outras “invençõesâ€.
Mas nem todos os alunos assumiram o papel de professor Pardal. Os mais novos, que estão na pré-escola e no ensino fundamental, fizeram parte da feira apresentando peças teatrais e montando presépios e trabalhos artesanais.
Entre as encenações feitas pelos alunos estava uma ambientada na Era Medieval. De acordo com a professora de História, Mara Silvia Villas Boas, por meio da peça ela conseguiu ensinar aos alunos várias passagens da Idade Média, como a tomada do castelo de Saint Germain, na França, por exemplo.
Para aqueles que estavam mais interessados em aumentar o conhecimento de novas tecnologias, a Fenatel programou palestras com profissionais das áreas de telefonia, telecomunicações e indústria e comércio.
O evento contou ainda com a exposição de tecnologia desenvolvida pelo grupo Cosan, responsável pela administração de 13 usinas de açúcar e álcool do Interior do Estado - entre elas a Usina da Barra e Diamante, de Barra Bonita e Jaú, respectivamente.
Por meio de um software, especialmente desenvolvido para as usinas, é possível acompanhar à distância tudo o que acontece na empresa.
Cada setor é monitorado por computador, o que possibilita o acompanhamento em tempo real da produção setorizada ou total da empresa.
Juntas, as 13 usinas que formam o grupo Cosan são responsáveis por 10% de toda a produção nacional de açúcar.
Professor Pardal
Maior sinônimo da figura do inventor, o professor Pardal foi criado para os estúdios Disney por Carl Banks, em 1952. Ele descende de uma família de inventores.
Seu avô revolucionou a vida de uma cidadezinha chamada Monotonópolis com seus inventos malucos. Até que fez uma confusão tão grande que foi obrigado a se mudar para Patópolis.
Ainda menino, Pardal costumava tirar o primeiro lugar nos concursos de Ciência da escola. Certa vez, presenteou a professora com um robô que apagava o quadro negro.
O professor tem também um sobrinho, Pascoal, que já começa a seguir seus passos. Em 1953, apareceu Lampadinha, o fiel assistente de Pardal. O boneco pensa e age como ser humano e é considerado por Pardal sua maior invenção. (AC)
Fonte: www.guiadoscuriosos.com.br