A política monetária é o conjunto de atos do Banco Central para controlar a quantidade de dinheiro e a taxa de juros e, em geral, as condições de crédito. Pretende influir na atividade econômica, atuando sobre o gasto total da economia e, em particular, sobre o gasto das famílias e sobre o investimento das empresas. Em função desta lógica é que a tomada de decisão sobre os juros deve ser sempre cautelosa.
Analisando as variáveis macroeconômicas e efetuando previsões sobre o comportamento futuro das mesmas, é que se traçam os objetivos da política monetária para o País.
Até chegar na atividade econômica as decisões de política monetária tem um longo caminho: a) Início: Conselho Monetário Nacional; b) Banco Central (decisão feita pelo Comitê de Política Monetária - Copom); c) Chega ao Sistema Bancário; d) Estabelece-se a oferta monetária; e) Define-se a taxa de juros e as condições creditícias; f) Tem-se a demanda agregada (consumo e investimento), com influência sobre produção real, emprego e inflação.
Fica evidente pelo esquema descrito que os efeitos sobre a demanda agregada dependerá da sensibilidade dos gastos em consumo e de investimento frente às alterações da taxa de juros.
Se o governo quer estabelecer uma política monetária restritiva, reduz-se o crescimento da quantidade de dinheiro e torna os empréstimos mais caros (elevação da taxa de juros).
Se, por outro lado, busca-se uma política monetária expansiva, tomam-se medidas que permitam acelerar o crescimento da quantidade de dinheiro e baratear os empréstimos (baixar as taxas de juros).
O que queremos nesse momento? Evidentemente que expandir a economia. Entretanto, observamos um cenário econômico sombrio dadas as restrições externas e ainda o ambiente eleitoral.
O Copom indicará o quanto confia em nossa estabilidade e capacidade de controle das variáveis econômicas internas, e isso ficará evidente na próxima reunião do Copom, cujo resultado esperado é no sentido de não promover novo aumento na taxa de juros básica da economia.
Precisamos crescer, e manter uma política monetária restritiva só aumenta as incertezas da economia. (Reinaldo Cafeo é economista, professor universitário, pós-graduado em Engenharia Econômica, mestre em Comunicação, delegado do Conselho Regional de Economia (Corecon), consultor empresarial nas áreas econômico-financeira e diretor da Associação Comercial e Industrial de Bauru)