A invenção do papel, da caneta e da Internet não eximiram o ser humano da necessidade de armazenar informações no cérebro. Pelo contrário, a globalização traz uma avalanche cada vez maior de conceitos e conteúdos de que precisamos para sobreviver, principalmente no mercado de trabalho.
Se por um lado criaram o computador para arquivar dados, por outro criaram teclas, comandos, programas, acessórios e funções que são indispensáveis para quem manuseia a máquina.
Neste sentido, aumentar a capacidade de memorização torna-se quase um dever para o ser humano. Por isso, muita gente tem recorrido a cursos que prometem atingir este objetivo em pouco tempo e sem sacrifício.
O JC Saúde conversou com alguns profissionais para saber até onde vai o “poder” de cada um sobre esta função cerebral. Segundo eles, é realmente possível melhorar essa condição, respeitando-se os limites fisiológicos, genéticos e bioquímicos envolvidos no processo.
O segredo é ativar a memória, exercitá-la e treiná-la regularmente. Como os músculos, quanto mais atividades a mente tem, mais fácil, rápido e sincronizado é o seu trabalho.
Para isso, existem inúmeras alternativas e estratégias. O ideal é iniciar a estimulação logo na infância, orientando brincadeiras e joguinhos que ensinem os pequenos a armazenar informações e repeti-las em condições pré-determinadas.
Na fase estudantil e na vida profissional podem ser aplicadas técnicas específicas em que o conteúdo novo é associado a contextos antigos ou imaginários. Isso torna o processamento dos dados mais simples e facilmente evocados (relembrados).
“São técnicas de codificação e consolidação de informações que permitem que a pessoa dispenda cada vez menos recursos neurológicos numa memorização de modo que ela possa dispender mais atenção para outros conteúdos”, explica o psicólogo Jair Lopes Júnior.
Ao contrário do que muitos dizem, a cabeça não envelhece como o resto do corpo. A apatia é que é, segundo os especialistas, a maior inimiga das funções cerebrais. A falta de uso - comum a partir da aposentadoria - deixa a cabeça preguiçosa. E isso dá lugar aos esquecimentos.
Portanto, não importa a idade. Para se ter uma boa memória e ter facilidade de aprender e guardar informações, é preciso treinar a mente. Para isso, vale tudo: das palavras cruzadas e quebra-cabeças às contas de matemática e jogos de raciocínio.