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Com orgulho, ex-mirins se reencontram em almoço

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Um almoço reuniu ontem cerca de 100 ex-legionários mirins de Bauru na sede da entidade, com o objetivo de promover o reencontro de velhos companheiros, homenagear os pioneiros na educação dos mirins e discutir projetos para o futuro.

Para o presidente da Legião Mirim de Bauru, Antônio Carlos Martins, o encontro prova a importância do papel da entidade no desenvolvimento pessoal e profissional de cada ex-legionário, pois cada um dos convidados - na faixa dos 40 a 50 anos - tem uma história de êxito para contar.

Além disso, Martins vê a necessidade de mudanças na legislação que regula o trabalho de menores, para que as empresas possam ser desoneradas ao contratarem mirins. “Esse encontro partiu de alguns legionários, interessados em criar uma associação de ex-mirins para que possam criar uma base com representatividade maior junto à comunidade”, afirma Martins.

Durante o encontro, foram homenageados, além de Martins, o fundador da Legião, Délio de Oliveira Coragem, e o primeiro instrutor, sargento Alcides Mamedes de Albuquerque - ambos falecidos. Também receberam homenagens Lúcia Aparecida Reis Santim, funcionária da Legião há 29 anos e Paulo Weizer, do Rotary.

A filha do sargento Alcides, Cleuza Albuquerque Francisco, 62 anos, estava bastante emcionada com a homenagem ao pai. “Ele sempre colaborou, num regime de muita educação e bom comportamento, para essa criançada ser o que é hoje: pessoas maravilhosas na sociedade”, diz.

Para os ex-legionários, o reencontro serviu para concretizar o sentimento de orgulho pela Mirim. O ex-legionário Newton César Alves Pereira, 46 anos, que hoje presta serviços para a Polícia Militar, mostrava com orgulho uma fotografia tirada em 1970, quando ele, aos 12 anos, trabalhava no gabinete do então prefeito Alcides Franciscato.

“Sinceramente, aprendi muito com a Mirim, foi uma escola. O jovem deveria hoje ter um encaminhamento melhor hoje e voltar esse tempo da Legião Mirim”, aponta Pereira.

O técnico em comunicações Paulo Sirilês Afonso, 46 anos, também afirma que tem orgulho em falar que foi da Mirim, principalmente ao rever companheiros hoje bem sucedidos. â€œÉ motivo de orgulho para nós falarmos que fomos ex-mirins: temos vereadores, empresários, pessoas da alta sociedade, que foram companheiros nossos”, declara Afonso.

O aposentado Mário Alves Cursino, 50 anos, faz questão de ressaltar que foi da segunda turma dos mirins. “A Legião foi um pai para mim. Isso é uma coisa que a gente guarda no coração mesmo”, afirma. O representante comercial Nelson Penedo, 47 anos, faz eco à declaração: “Se eu não tivesse sido um legionário mirim, onde estaria hoje?”

Para o ex-mirim Valdir Ferreira, 42 anos, a Legião teve um papel ainda mais preponderante: abriu a ele as portas do emprego em que permaneceria há até dois anos. “A Legião para mim foi fundamental, eu estive lá em 1972, arrumei emprego em uma estatal naquele mesmo ano e fiquei até 2000. O que posso falar?”

Desde 1959, quando foi fundada, 12 mil garotos já passaram pela Legião Mirim de Bauru. Atualmente, cerca de 300 meninos fazem parte da entidade.

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