Para parafrasear a leitora Cláudia S. Silva (RG 21.279.160-6), que ontem ocupou este espaço de A Tribuna do Leitor, “ficamos indignados†ao passar os olhos nesta coluna e constatar que há pessoas que são capazes de observar um fato, gestar a sua própria opinião, deixar levar-se pelas aparências e falsas evidências e escrever comentários para esta seção de jornal, lida por um grande número de pessoas, sem dar-se ao trabalho de perguntar, perquirir, informar-se, manusear documentos, folhear processos etc. Até para não cometer injustiça! Ontem, tecendo aqui comentários sobre a demolição da ex-Casa do Jovem, ao lado do Cemitério do Jardim Redentor, Cláudia tripudia sobre a Prefeitura Municipal de Bauru, lança uma enxurrada de críticas sobre a Administração, sempre procurando - é notório - jogar a opinião pública contra aqueles que conduzem os destinos do Município. Poderíamos encerrar esta missiva com uma frase curta: AQUELE LOCAL NÃO PERCENTE À PREFEITURA. Mas vamos além, pois tivemos o trabalho que Cláudia não teve e ao mesmo tempo podemos instruir agora todo aquele que toma a iniciativa de primeiro achincalhar para depois ver o que acontece que isto não é correto, não é ético, é procedimento reprovado.
As instalações da Casa do Jovem estiveram, sim, cedidas por alguns anos à Prefeitura, que as devolveu em tempo recente. Não se trata de acordo feito na esquina. Há um contrato de cessão e um processo de devolução que podem ser conferidos. A cessão à Prefeitura deu-se em 1988. Em 1998, o contrato (nº 3034) foi prorrogado por 10 anos. Mas por conveniência das partes foi decidida sua rescisão, em 4/12/2001, conforme publicação no Diário Oficial de 8/12/2001. O prédio estava sem condições de reforma em conseqüência da ação do tempo, atos de invasões, de vandalismo que até o muro destruíram. Por este motivo, a entidade proprietária, a Associação Bauruense do Bem-Estar do Menor (ABBEM) decidiu pela sua demolição atendendo a conveniências que não nos cabe questionar e sim respeitar porque o direito de propriedade não foi abolido por aqui. Ficam, portanto, aqui, as nossas explicações diante do arsenal de equívocos da missivista contra o governo municipal. Mas somos otimistas e nos alegra muito comunicar à leitora que o Lions Clube fez acordo com a ABBEM e construirá ali um centro oftalmológico para atendimento da população, especificamente para as pessoas com catarata. (Assessoria de Imprensa da Prefeitura)