Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

SPRINT FINAL

No sprint final do Campeonato Brasileiro, tranqüilidade, esperança e desespero são reflexos dos números. Os melhores colocados nadam de braçada, outros 11 times lutam por três vagas na próxima fase e 10 tentam escapar da degola da Segundona. As últimas rodadas prometem dose de emoção elevada. Depois de prever inicialmente que a passagem à segunda fase exigiria 41 pontos, o matemático Tristão Garcia já admite a ida ao mata-mata com 40 e, quem sabe, até 39 ou 38 pontos. Nessas condições, os cinco primeiros colocados estão quase garantidos. O restante das vagas, apenas três, será alvo de árdua disputa entre 11 clubes – cinco que sobraram mais seis do bolo intermediário. Na “Linha do Equador” aparece o Vasco: de candidato ao rebaixamento a último aspirante à vaga. A fuga do descenso se concretiza com a soma de 31 pontos ou 30 pontos com oito vitórias. Isso, segundo cálculos do matemático coloca o Palmeiras à beira do precipício pela falta de vitórias (quatro) e excesso de empates (sete) no Brasileirão. O Alviverde precisa pelo menos vencer quatro jogos para não cair. Mas joga contra o Corinthians e os quatro cariocas.

RIVAIS NO ATAQUE

O Corinthians precisa vencer para ficar mais próximo da classificação. O Palmeiras precisa vencer para melhorar sua situação na luta contra o rebaixamento. A estratégia de ambos: o ataque. No clássico de hoje, no Morumbi, Timão e Verdão jogam com três atacantes e prometem muitos gols. No Palmeiras, o 4-3-3 é esporádico. Deu certo no último jogo, contra o Guarani, e Levir Culpi deve mantê-lo. No Corinthians, foi o esquema escolhido por Parreira quando ele chegou ao clube, no início do ano. Com três atacantes, o Timão foi campeão do Rio-São Paulo e da Copa do Brasil. Um jogo aberto, portanto. Retranca não resolve, principalmente para quem almeja os três pontos. O Corinthians tem uma grande vantagem esta noite, porque se encontra em uma posição bem mais confortável do que o rival. Mas num clássico, isso tudo pode ser superado. Afinal, clássico é clássico, principalmente entre arquiinimigos.

DÁ-LHE PEIXE

O Santos terá um jogo difícil contra o Paysandu. As duas equipes vêm de derrotas e precisam da vitória a qualquer custo. O Peixe, ainda em posição cômoda, perdeu as duas últimas partidas e o Paysandu foi derrotado pelo São Caetano. O time do Pará, no desespero, não pode pensar mais em perder pontos em casa e só tem uma saída: aproveitar a vantagem de jogar no Mangueirão. Apesar de se manter na quinta colocação e estar entre os oito primeiros, o Santos não pode continuar perdendo pontos pois o Brasileirão está na fase de afunilamento da classificação e há várias equipes lutando para se aproximarem do grupo que disputará as oito vagas à próxima etapa do campeonato.

VASCAÍNO

O Vasco decidiu apoiar oficialmente Lula nas eleições. Ontem, havia uma faixa em São Januário com a mensagem: “Vascaíno vota em vascaíno. Lula presidente”. O clube pensa até em homenagear o candidato do PT no clássico contra o Fluminense, dia 31, no Maracanã. Em 89, Lula foi vaiado ao aparecer no Morumbi na final do Brasileiro para torcer pelo Vasco contra o São Paulo. Em sua biografia, o petista classificou o episódio como o pior da sua primeira campanha. No mesmo livro, Lula se define “corinthiano de coração e vascaíno por adoção”

VIRADA DE MESA

Ao contrário do que prevê o regulamento, os seis últimos colocados do Campeonato Brasileiro da Série B deste ano podem não ser rebaixados para a Série C em 2003. Segundo um dirigente de um clube paulista revelou ao LANCE!, já está sendo planejada uma Segunda Divisão, no ano que vem, com 32 times, seis a mais do que no atual modelo.

QUASE LÁ

A equipe de Ourinhos derrotou Americana por (77 a 73) e só precisa de mais uma vitória para garantir o título do Campeonato Paulista feminino de basquete. Ourinhos fez 2 a 0 na série final melhor-de-cinco e pode se sagrar campeão esta noite, quando será disputado o terceiro jogo do playoff, novamente em Americana. Torço para Ourinhos por causa do amigo Edson Ferreto, grande técnico, grande figura humana.

MEMÓRIA

Brasileiro da Série B de 1992: Noroeste 1 x Coritiba 2, em Bauru, gols de Heraldo e Toninho Cajuru. Charles, que vem defendendo o Nacional, fez o gol do Norusca. Árbitro: Marcos Aurélio Lopes. Público pagante: 4.123. Noroeste: Ronaldo; Marcos Coco, Campagnollo (Clodoaldo), Toninho Costa e Evandro; Cláudio, Paulo Leme e Paulo Sérgio; Charles, Rogério (Marco Aurélio) e Marquinhos Yamamoto. Coritiba: Rafael; China, Jorjão, Heraldo e Paulo César; Élcio, Norberto e Tostão (Luís Carlos Martins); Toninho Cajuru, Fernando Macaé (Vagner) e Pachequinho.

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