Política

Sinserm pede interdição da marcenaria

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

A direção do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) protocolou na Procuradoria do Ministério Público do Trabalho em Bauru pedido de interdição do prédio da marcenaria municipal, instalado na quadra quatro da rua Comendador Leite, no Jardim Bela Vista.

Segundo o advogado da entidade, Sandro Fernandes, o prédio - local de serviço de 30 servidores municipais - está abandonado e encontra-se em estado precário, colocando em risco a integridade física dos trabalhadores do setor.

Junto com a representação, o Sinserm anexou material fotográfico e laudos que comprovam a situação. Ele lembra que em abril de 1999 foi endereçada à prefeitura ofício relatando as condições do imóvel.

O advogado conta que o Corpo de Bombeiros efetuou uma vistoria técnica no local e detectou irregularidades, dentre as quais trincas em vigas de sustentação e nas lages, infiltração de água no subsolo, piso quebrado, janelas sem vidros e excesso de vegetação no entorno do prédio.

Ainda na época, a situação também foi denunciada à Subdelegacia do Trabalho de Bauru, ocasião em que um fiscal apontou falta de equipamentos de proteção individual.

Problema antigo

Em abril do ano passado, a direção do Sinserm voltou a cobrar providências da administração municipal para o prédio.

Na época, a diretora da entidade sindical, Idelma Alcântara, lembrou que a Administração foi alertada para o problema em abril de 1999, portanto há três anos.

Ela já afirmava que nenhuma providência foi tomada para, pelo menos, amenizar os riscos de desabamento do prédio, entre outros acidentes que poderiam vir a ocorrer.

Idelma conta que no dia 29 de abril de 1999 encaminhou um ofício ao secretário municipal de Obras, na época Leandro Joaquim, denunciando a situação.

Mas como não obteve resposta, acionou o Corpo de Bombeiros para uma vistoria no prédio. O problema chegou a ser reconhecido pelo então secretário municipal de Obras, arquiteto Edmilson Queiroz Dias.

Ele afirmou, em entrevista concedida ao Jornal da Cidade do dia 10 de abril de 2001, que a administração reconhecia a situação precária da marcenaria. Dias reconheceu que o prédio onde está instalada a marcenaria não recebia manutenção há muitos anos.

O secretário, no entanto, argumentou, na época, que o barracão estava escorado, medida provisória para garantir a segurança dos servidores que trabalham no local, que deverá ser suspensa após a recuperação do prédio.

O secretário chegou a anunciar que o barracão seria recuperado. Mas passados 18 meses da entrevista, a prefeitura não efetuou nenhum tipo de reparo no local.

A reportagem do Jornal da Cidade tentou localizar o atual secretário municipal de Obras, engenheiro Antonio Carlos Duarte, para comentar o assunto, mas não obteve resposta nas ligações.

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